Reunião Extraordinária do STJ
Na manhã desta terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) se reúne para deliberar sobre as graves denúncias de importunação sexual que envolvem o ministro Marco Buzzi. De acordo com informações apuradas pelo O GLOBO, há uma expectativa de que os ministros sugiram o afastamento do magistrado durante a reunião, convocada pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, na noite da última segunda-feira.
A convocação segue o registro de uma nova denúncia contra Buzzi feita ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na mesma segunda-feira. Uma nova vítima já prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça, resultando na abertura de um novo processo disciplinar para investigar as alegações. Fontes próximas às investigações confirmaram esses dados ao O GLOBO.
A defesa do ministro, quando procurada, emitiu uma nota onde afirma que Buzzi “não cometeu qualquer ato impróprio”, e que essa defesa será comprovada nos devidos procedimentos que já foram iniciados.
Os advogados do magistrado ainda destacaram que “o vazamento antecipado de informações não verificadas e que não passaram pelos canais institucionais, antes mesmo da defesa ter acesso aos autos, demonstra um esforço intencional para constranger o devido processo legal e influenciar de forma indevida decisões judiciais futuras”.
Em uma nota divulgada na segunda-feira, o CNJ reiterou que está realizando diligências e que, na data de hoje, ouvirá uma possível vítima relacionada a fatos semelhantes aos que estão sob investigação, além de ter aberto uma nova reclamação disciplinar para investigar essas novas alegações.
O CNJ ainda reforçou que “esses procedimentos estão sob sigilo legal, uma medida essencial para proteger a intimidade e a integridade de todos os envolvidos, bem como para garantir a adequada condução das investigações”.
A primeira denúncia contra o ministro Buzzi foi feita por uma jovem de 18 anos, que relatou ter sido alvo de importunação sexual durante férias que passou com sua família na residência do ministro em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Na semana passada, essa vítima prestou depoimento à Corregedoria e confirmou as alegações de forma categórica.
