Debates acirrados na reta final das eleições presidenciais
Durante a live “Contagem Regressiva”, promovida pelo GLOBO, Vera Magalhães conduziu uma análise aprofundada com os colunistas Míriam Leitão e Bernardo Mello Franco sobre os episódios que têm influenciado o segundo turno da disputa presidencial de 2026 entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A polêmica em torno do Bolsa Família, a discussão sobre a quebra do sigilo fiscal de Flávio e as acusações de populismo fiscal marcaram o debate.
Controvérsias em torno do Bolsa Família
A campanha de Flávio Bolsonaro enfrentou críticas após declarações de Daniella Marques, integrante da campanha e ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro, além da remoção de publicações antigas do senador que criticavam o Bolsa Família. Os colunistas destacaram que a falta de clareza sobre as propostas da campanha para o programa social contribuiu para a amplificação da controvérsia.
Míriam Leitão ressaltou que, apesar da resistência inicial dos bolsonaristas ao Bolsa Família, o programa se consolidou de forma robusta, dificultando qualquer tentativa de extinção. Para a jornalista, a ausência de informações transparentes sobre as propostas da campanha acentuou o impacto negativo das declarações.
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Símbolos da disputa: sigilo fiscal e evolução patrimonial
A proposta feita por Lula durante o debate na Band, desafiando Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos fiscal e bancário, direcionou a discussão para a evolução patrimonial do senador, que recentemente mudou-se para uma mansão em Brasília. Bernardo Mello Franco interpretou a iniciativa como uma estratégia para evidenciar o crescimento do patrimônio de Flávio, mais do que uma real tentativa de acesso aos dados sigilosos.
Populismo fiscal nas promessas econômicas
A análise dos colunistas também apontou para o caráter populista das promessas econômicas apresentadas pelas duas campanhas. Míriam Leitão classificou as propostas como incompatíveis com o orçamento público, destacando que Lula delimita melhor os custos e o público-alvo, enquanto Flávio não apresentou estudos suficientes para justificar suas promessas.
“As duas campanhas estão fazendo propostas que não cabem no orçamento, não cabem nas contas públicas, são um populismo fiscal, as duas”, afirmou Míriam.
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Fonte: agazetadorio.com.br
Segurança pública e desafios da campanha final
Além dos temas econômicos, a transmissão abordou propostas relacionadas à segurança pública, como o armamento da população e a redução da maioridade penal. Também foram discutidas as declarações de Flávio Bolsonaro em Marabá (PA) sobre flexibilização das regras ambientais e exploração econômica da Amazônia. Os colunistas manifestaram preocupação com o aumento da violência política, citando episódios recentes envolvendo apoiadores dos candidatos e um ataque com arma de fogo contra o influenciador Fred Bruno por um deputado paulista.
A live faz parte da cobertura especial do GLOBO para o segundo turno de 2026 e será retomada na quarta-feira às 10h, alinhada à divulgação da nova pesquisa Quaest, mantendo o foco na análise das campanhas, bastidores e resultados eleitorais.
