Uma Celebração de Cultura e Inclusão
O Carnaval de 2026 ficará eternizado na memória do Baianas Ozadas como o ano da conexão entre passado e presente, entre inclusão e alegria, além da celebração das tradições baianas e mineiras. Na segunda-feira (16), o bloco arrastou uma multidão pela Avenida Afonso Pena com o tema “Da Bahia a Minas – Encontro Marcado”. No dia seguinte, o grupo fez sua estreia em São Paulo, apresentando-se no Bloco Bahianidade, a convite do cantor e compositor soteropolitano Dani Mã, que é parceiro de Geo Ozado na canção “Muntcha História”, e de Denise Diniz, outra figura importante do cenário musical baiano.
O cortejo do Baianas Ozadas começou com uma poderosa recitação de um poema-oração por Geo Ozado, seguido da execução de “Sou Baianas”, hino que representa a essência do bloco. Em um gesto simbólico de união, Geo convidou o mineiro Sérgio Pererê e o baiano Betho Wilson, ambos artistas reconhecidos, para juntos celebrarem as raízes africanas compartilhadas entre os dois estados. O trio interpretou o clássico “Ponta de Areia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, criando um momento de pura emoção antes de realizar o tradicional ritual de lavagem das escadarias da Igreja São José, que remete ao sincretismo e à bênção para a avenida.
Uma Homenagem que Tocou o Coração
Entre as diversas celebrações, o desfile destacou-se pela homenagem a Serginho Marques, ex-vocalista do grupo e um dos pioneiros da Axé Music em Belo Horizonte, que luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Em um gesto comovente, Geo Ozado desceu do trio elétrico e cantou ao lado de Serginho na Avenida Afonso Pena, interpretando “Taba”, um clássico que ganhou uma nova versão neste Carnaval. “Foi um dos momentos mais intensos da minha vida e de toda a trajetória do Baianas. Cantar ao lado do Serginho, sentir a energia do público e a presença da família dele foi uma prova de que o Carnaval é, antes de tudo, sobre amor e inclusão”, comentou Geo, visivelmente emocionado.
O desfile não foi apenas uma celebração, mas uma verdadeira festa plural, reunindo um time de artistas talentosos. O cantor Podé animou a multidão com sucessos da banda Tianastácia, trazendo uma pegada de rock ao axé. A sambista Júlia Rocha também se destacou, com sua presença marcante, e os já mencionados Sérgio Pererê e Betho Wilson deixaram sua marca na sonoridade do evento.
Conexões que Transcendem Fronteiras
Outro momento importante foi a participação de Dani Mã, que subiu ao palco para lançar, ao vivo, a música “Muntcha História”, uma colaboração inédita com Geo Ozado. Essa faixa, que celebra a união cultural entre Bahia e Minas, já conquistou os corações dos foliões. Além disso, os 70 anos de obra de Fernando Sabino foram homenageados durante o desfile, simbolizando a amizade entre o escritor mineiro e o baiano Jorge Amado. Para compartilhar essa celebração cultural, o bloco disponibilizará o link do documentário “A Casa do Rio Vermelho”, uma obra de Sabino sobre a vida de Amado, em suas redes sociais.
A conexão entre as culturas mineira e baiana também ressoou nas rádios e durante o desfile com o novo jingle da Icekiss, patrocinador do evento, que foi lançado especialmente para este Carnaval e tocou durante todo o cortejo, unindo as ondas de rádio de BH e Salvador.
Da Afonso Pena para o Bixiga
Com o desfile em Belo Horizonte encerrado, a energia do Baianas Ozadas logo se fez presente em São Paulo. Na terça-feira de Carnaval (17), Geo Ozado subiu ao trio do Bloco Bahianidade, no tradicional bairro do Bixiga. O convite, feito por Dani Mã e Denise Diniz, firmou a parceria que começou em Minas Gerais. “Levar nosso som para São Paulo, logo após um desfile histórico em BH, concretiza esse ‘Encontro Marcado’. Ver a música ‘Muntcha História’ sendo bem recebida e o povo cantando e dançando é uma prova de que a linguagem do Carnaval não tem limites. O Baianas Ozadas hoje é um verdadeiro embaixador da alegria mineiro-baiana. Não é à toa que somos o bloco que trouxe o espírito baiano para a folia mineira”, conclui Geo Ozado, celebrando a conexão entre as culturas.
