Prisão e Acusações Pesadas
A Justiça de Belo Horizonte decidiu converter em preventiva a prisão do padrasto e da mãe do bebê que chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste. Os dois foram detidos em flagrante na última quarta-feira (8) e passaram por audiência de custódia na tarde desta sexta (10).
O bebê, que tinha apenas um ano e oito meses, foi levado à UPA pelo padrasto na noite da terça-feira (7). A equipe médica que atendeu a criança constatou que ela já estava morta há aproximadamente uma hora quando chegou à unidade. Os sinais de violência eram evidentes: a criança apresentava hematomas pelo corpo, sangramento no nariz e na fralda, além de um olho roxo e desnutrição.
Em depoimento à Polícia Militar, o padrasto, de 32 anos, alegou que o menino teria se engasgado ao ficar sozinho em casa. Segundo sua versão, ele saiu para visitar a mãe do bebê, que estava em trabalho de parto em um hospital, e ao retornar, encontrou o enteado desacordado após deixá-lo sozinho por cerca de três horas.
Inicialmente, o homem foi conduzido à delegacia, onde foi ouvido e liberado. Contudo, no dia seguinte, tanto ele quanto a mãe da criança, de 26 anos, foram presos. O casal foi encontrado no Instituto Médico Legal (IML) enquanto realizava o reconhecimento do corpo do bebê e foi levado para prestar esclarecimentos.
De acordo com a Polícia Civil, informações preliminares do IML indicaram que as lesões apresentadas pela criança eram incompatíveis com um acidente. Os ferimentos sugeriam agressões frequentes, e a possível causa do falecimento foi uma hemorragia interna.
