Um Show Alternativo Para o Super Bowl
A Turning Point USA, organização estudantil criada por Charlie Kirk, um conhecido ativista conservador, promoveu um boicote à apresentação de Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl. Em resposta, eles realizaram o evento alternativo intitulado “The All American Halftime Show” (O Show do Intervalo Todo Americano), que foi transmitido ao vivo pelo YouTube neste domingo (8). O evento alcançou a impressionante marca de 5 milhões de espectadores simultâneos e, até segunda-feira (9), já havia sido visualizado por 19 milhões de pessoas.
O show contou com a participação do cantor Kid Rock como atração principal, além de outros artistas do gênero country, como Brantley Gilbert, Lee Brice e Gabby Barrett. Durante a apresentação, foram feitas homenagens a Charlie Kirk, destacando sua influência e atuação no cenário conservador americano.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, também comentou sobre a transmissão em sua conta na rede social X, afirmando: “A família Hegseth está assistindo”. A iniciativa gerou diferentes reações nas redes sociais, recebendo apoio de aliados do governo Trump, que chamaram o evento de “alternativa patriótica”. Por outro lado, críticos apontaram para a mensagem de Bad Bunny, que durante sua apresentação disse: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”.
A Resposta de Donald Trump ao Show de Bad Bunny
O ex-presidente Donald Trump se manifestou sobre a apresentação de Bad Bunny em suas redes sociais na mesma noite do evento. Sem mencionar diretamente o nome do artista, Trump descreveu o show como “uma bagunça”, afirmando: “Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido algum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”.
Ele ainda criticou a incompreensibilidade das letras e a dança do cantor, chamando a apresentação de “um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”. Com uma audiência que frequentemente supera 100 milhões de telespectadores, o show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos globalmente.
Bad Bunny e Seu Compromisso Político
Bad Bunny, que se apresentou na final da liga de futebol americano dos EUA, tem um histórico de ativismo político que permeia seu trabalho artístico. Em 2019, ele interrompeu uma turnê para se engajar nas manifestações contra o governador Rosselló, em Puerto Rico, juntando-se a outros artistas como Residente, iLe e Ricky Martin, sendo um dos porto-riquenhos mais ativos na luta por causas sociais.
Além disso, o cantor mantém sua identidade latina de forma marcante em sua música, que se destaca por seguir os estilos do reggaeton e trap latino, com letras em espanhol que dialogam com a cultura hispânica. Ao contrário de outros artistas como Shakira e Ricky Martin, Bad Bunny conseguiu preservar suas raízes latinas enquanto conquistava o mercado norte-americano.
As letras de suas músicas frequentemente refletem a realidade latino-americana, fazendo referências a clássicos como “Garota de Ipanema” e outros ícones da música porto-riquenha. A polêmica gerada pelo boicote promovido por Kirk e a resposta de Trump apenas adicionam uma nova camada ao panorama cultural e político que envolve a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl.
