Governo de Minas apresenta Cafés Campeões no Verdemar
No dia 19 de fevereiro, o Governo de Minas Gerais esteve presente no lançamento da linha especial Cafés Campeões, realizado no Supermercado Verdemar, em Belo Horizonte. Esta iniciativa tem como objetivo levar aos consumidores os melhores cafés da safra de 2025, que se destacaram no Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater-MG).
Celebrando sua 22ª edição, o concurso se firmou como um importante instrumento para a valorização da cafeicultura mineira e para a promoção de melhorias contínuas na qualidade dos produtos oferecidos. Neste ano, 16 produtores mineiros, reconhecidos por suas altas classificações no concurso, foram convidados a fazer parte da linha Cafés Campeões.
Cafés de qualidade já disponíveis
Os produtos da linha já podem ser encontrados nas prateleiras das unidades do Verdemar, nas opções de café em grãos torrados e moídos, adequados tanto para o preparo em filtro quanto para espresso. Esta parceria, que completa oito anos, tem como meta destacar os cafés especiais de alta qualidade produzidos por agricultores familiares mineiros, valorizando o talento e o empenho desses profissionais.
O governador Romeu Zema comentou sobre a importância do trabalho realizado pela Emater-MG: “Reconheço o esforço de toda a equipe, que foi fundamental para que o nosso café, ao longo dos últimos 20 anos, tenha evoluído de uma commodity para um produto altamente diferenciado, posicionando-se entre os melhores do mundo”.
Minas Gerais: um gigante no mercado de cafés
Minas Gerais é o maior produtor e exportador de café do Brasil, respondendo por cerca de 50% da produção nacional. Em 2025, as exportações do agronegócio mineiro alcançaram um novo recorde, totalizando US$ 19,8 bilhões. O café destaca-se como o produto mais significativo nesse contexto, com exportações que somaram US$ 11,4 bilhões, representando 57,2% do total exportado pelo setor. O volume embarcado foi de aproximadamente 27,4 milhões de sacas.
Concurso de Qualidade: uma vitrine para os melhores cafés
A edição de 2025 do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais teve um recorde de inscrições, com 1.857 amostras provenientes de 162 municípios das principais regiões cafeeiras do estado, como Sul de Minas, Cerrado, Matas de Minas e Chapada de Minas. Ao todo, mais de 10 mil xícaras foram provadas durante o concurso.
Os cafés mais bem classificados foram garantidos para compra pela rede de supermercados, com pagamentos que podem chegar até R$ 6 mil por saca, um valor superior ao praticado no mercado convencional. As embalagens dos Cafés Campeões destacam o nome do produtor, a pontuação obtida no concurso e as características sensoriais da bebida, reforçando a conexão entre os produtores e os consumidores.
“Felicito todos os produtores que estão sendo reconhecidos e classificados no concurso, mostrando que temos em Minas um produto que, talvez, nenhum outro lugar do mundo consiga produzir com essa qualidade e quantidade”, enfatizou Zema.
Vencedores e suas histórias de sucesso
Para determinar os vencedores do concurso, as amostras passaram por rigorosas avaliações físicas e sensoriais, realizadas por provadores especializados, seguindo os critérios da Specialty Coffee Association (SCA), reconhecida internacionalmente por sua excelência na avaliação de cafés especiais.
O concurso incluiu duas categorias: Café Natural e Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado. O Café Natural pode passar por um processo de lavagem, enquanto o Cereja Descascado exige a lavagem e descascamento do grão antes da secagem.
João Pedro Emerick: um campeão do café
O destaque da competição foi o agricultor familiar João Pedro Emerick Ramos, de Alto Jequitibá, na Zona da Mata, que obteve a impressionante nota de 93,2 pontos na categoria Cereja Descascado, a maior já registrada na história do concurso. Iniciando sua produção em 2018, Emerick considera que a competição foi crucial para abrir portas em seu mercado.
“Fazer o café e ter um comprador é fundamental. Em 2018, eu não tinha para quem vender meu café. Hoje, a demanda é tão grande que quase não consigo acompanhar. O concurso foi essencial para divulgar meu nome e de minha propriedade”, compartilhou João Pedro, evidenciando a transformação proporcionada pela competição.
