Mudanças na Liderança da Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Belo Horizonte vivencia uma troca incomum em sua liderança, com três presidentes distintos em apenas um mês. Em janeiro, Juliano Lopes (Podemos) iniciou o mês como o presidente titular. Sua jornada foi marcada por acontecimentos que o levaram a exercer a função de prefeito interino da capital mineira entre os dias 5 e 30, durante a licença do prefeito Álvaro Damião (União).
Com a interinidade de Lopes na prefeitura, a primeira vice-presidente, Fernanda Pereira Altoé (Novo), assumiu temporariamente a presidência da Câmara. No entanto, a situação mudará novamente a partir do dia 20 de janeiro, quando Altoé também se licenciará para realizar uma viagem. Assim, a segunda vice-presidente, Flávia Borja (DC), assumirá o comando da Casa Legislativa, ocupando o cargo por um período de 10 dias, entre 20 e 30 de janeiro.
Essa será a primeira experiência de Flávia Borja como presidente da Câmara, apesar de estar em seu segundo mandato como vereadora. Ao falar sobre essa nova função, a parlamentar expressou: “A expectativa é de muita alegria, responsabilidade e honra de poder conduzir a Câmara nesse período, representando com seriedade a população de Belo Horizonte, cidade que tanto amo”, afirmou à Rádio Itatiaia.
Quem é Flávia Borja?
Flávia Borja, natural de Belo Horizonte e residente do bairro Colégio Batista, aos 53 anos, é casada há mais de 30 anos com Fernando Borja, que já atuou como vereador e deputado federal por Minas Gerais. Formada em fonoaudiologia, Flávia construiu sua trajetória na área da educação, dedicando-se ao desenvolvimento da cidade.
Na eleição de 2020, Flávia foi eleita com 5.887 votos e, em 2024, sua popularidade cresceu consideravelmente, aumentando sua votação para 16.393, o que demonstra a confiança dos cidadãos em seu trabalho. A sequência de mudanças na presidência da Câmara reflete não apenas a dinâmica política da capital, mas também a expectativa da população por uma liderança estável e comprometida.
Esse cenário de mudanças rápidas levanta questionamentos sobre a governabilidade e as estratégias políticas em Belo Horizonte. Os desafios que a nova presidente irá enfrentar nos próximos dias serão cruciais para a consolidação de sua liderança e o fortalecimento do Legislativo municipal.
