Governador de Minas Mantém Candidatura e Apoia União da Direita
Cotado para ser o vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou neste domingo, 1º, que sua pré-candidatura à Presidência será mantida até o dia da votação no primeiro turno. Durante um ato de apoio a Bolsonaro na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, Zema declarou: “Eu levarei a minha pré-candidatura [à Presidência] até o final. E o candidato que estiver contra o PT no segundo turno terá o meu apoio. A direita estará unida no segundo turno”. Apesar de reconhecer que suas chances de avançar para a etapa final da eleição são baixas, Zema enfatizou seu compromisso com a direita.
O governador fez suas declarações antes de se deslocar para a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, onde esteve acompanhado de Flávio Bolsonaro, do pastor Silas Malafaia e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em coletiva de imprensa, Zema comentou sobre sua participação no mesmo evento que Flávio, afirmando: “Não vejo nenhum conflito [por estar no mesmo evento em que Flávio], o que eu vejo é uma soma de forças. Inclusive, estive com Bolsonaro em agosto do ano passado, e ele tem a mesma opinião: quanto mais candidatos à direita, mais fortalecida ela fica e mais votos ela terá no primeiro turno e transferirá para o segundo turno”.
O governador mineiro vem sendo cotado para ser o vice de Flávio Bolsonaro devido à sua popularidade em Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e um estado crucial para a eleição. No entanto, apesar das especulações, Zema não desenvolveu uma relação pessoal próxima com o filho de Jair Bolsonaro, e o partido Novo tem um histórico tenso com o passado do senador, frequentemente associado a casos de corrupção.
Além disso, Zema defende seu vice-governador, Mateus Simões (PSD), como candidato à eleição estadual em Minas Gerais. Contudo, Flávio Bolsonaro busca um nome mais forte para compor seu palanque, dado que Simões não figura entre as preferências do eleitorado, com apenas 5% das intenções de voto segundo as últimas pesquisas.
Paralelamente, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é considerada para a vice de Flávio. A inclusão dela na chapa seria uma estratégia para atrair partidos do Centrão e aumentar a representatividade feminina e dos setores do agronegócio na candidatura. Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, tem se mostrado uma figura proeminente nas discussões sobre a formação da chapa.
