Aumento no Número de Casos de Mpox
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, nesta terça-feira (24/2), o quinto caso de mpox registrado no estado em 2024. Entre os novos diagnósticos, destaca-se um paciente residente em Formiga, localizado na região Centro-Oeste, que está em processo de recuperação. O terceiro caso foi reportado na capital, Belo Horizonte. Desde o início do ano, Minas já notificou um total de 41 casos da doença, evidenciando a necessidade de atenção redobrada por parte da população e das autoridades de saúde.
Dados recentes do Ministério da Saúde, atualizados até o dia 20, indicam que o Brasil acumula 88 casos confirmados da mpox. O estado de São Paulo lidera o número de diagnósticos, com 63 confirmações, seguido pelo Rio de Janeiro, que apresenta 15 casos.
Sintomas e Orientações para a População
A SES-MG faz um alerta sobre os principais sinais da mpox, que incluem lesões cutâneas, aumento dos linfonodos, febre, dor de cabeça, dores corporais, calafrios e cansaço extremo. Diante do surgimento de tais sintomas, a recomendação é que o indivíduo procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma avaliação clínica detalhada, informando sempre sobre possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.
A transmissão da doença ocorre, em sua maioria, por meio do contato direto com as lesões de pele, fluidos corporais ou objetos que tenham sido contaminados. Para evitar a propagação, é aconselhável limitar o contato próximo com pessoas que apresentem suspeita ou confirmação da doença. Quando houver necessidade de assistência, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e máscaras, é imprescindível.
Isolamento e Cuidados Pessoais
Indivíduos que possuam suspeita ou confirmação de mpox devem manter o isolamento até o término do período de transmissão da doença. Além disso, é crucial que não compartilhem objetos pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e utensílios de cozinha. Reforçar a higiene das mãos, utilizando água e sabão ou álcool em gel, é uma medida essencial para prevenir a disseminação do vírus.
Tratamento e Vacinação
O tratamento da mpox é voltado para oferecer suporte clínico, priorizando o alívio dos sintomas e a prevenção de possíveis complicações. A boa notícia é que a maioria dos casos evolui de forma leve a moderada, mas, até o momento, não existe um medicamento específico para tratar a doença.
A estratégia de vacinação está sendo focada nas populações de maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença. Isso inclui pessoas vivendo com HIV/aids que apresentem imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 abaixo de 200 células/mm³ nos últimos seis meses. Também são recomendados a vacinação para profissionais de laboratório que operam em ambientes com nível de biossegurança 2 e para indivíduos que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
