Crise Política e Problemas na Coleta de Lixo em Cachoeirinha
A recente cassação de prefeitos na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul está evidenciando uma preocupante instabilidade política. Em Cachoeirinha, enquanto a prefeitura e a Câmara de Vereadores se envolviam em um processo de impeachment, a cidade enfrentava uma grave crise no recolhimento de lixo. Em dezembro último, a prestadora de serviço anterior terminou seu contrato e, em razão de pagamentos em atraso, reduziu a equipe operacional, resultando em acúmulos de lixo em vários bairros. Os contêineres transbordavam, cercados por sacolas de resíduos, criando um cenário insuportável para os moradores.
“Foi insuportável. Além do mau cheiro, havia muita mosca e barata. A população é a que mais sofre”, desabafa Kátia Rocha, de 48 anos, residente na Avenida Carvalho, no bairro Jardim do Bosque. Em sua área, o lixo ficou acumulado por pelo menos nove dias, entre 30 de dezembro e início de janeiro, a ponto de clientes do seu estúdio de maquiagem precisarem estacionar mais longe, já que as vagas próximas estavam ocupadas por detritos.
A situação só começou a ser resolvida após o início do contrato com uma nova prestadora de serviço, que entrou em vigor na noite de 9 de janeiro, resultado de uma licitação organizada pelo governo cassado. Paralelamente, uma força-tarefa foi acionada pela gestão interina, mobilizando caminhões e máquinas da prefeitura para amenizar o problema.
