Reflexões e Propostas sobre a Inserção Internacional Brasileira em um Mundo em Transformação
A II Conferência Nacional de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, agendada para os dias 8 a 10 de junho de 2026, promete ser um espaço rico para debates e reflexões sobre o papel do Brasil em um cenário global em constante mudança. Em meio a crises geopolíticas, econômicas e ambientais, o evento reunirá pesquisadores, formuladores de políticas e representantes da sociedade civil, estabelecendo um diálogo sobre os desafios e as oportunidades da inserção brasileira no atual século.
O encontro se insere no contexto das presidências brasileiras do G20, BRICS e COP, focando na Política Externa Brasileira (PEB) e suas relações com temas cruciais como desenvolvimento, democracia e a reconfiguração do Sul Global. A programação incluirá discussões sobre a emergência climática, relações do Brasil com a África e a América Latina, além dos dilemas contemporâneos da governança global diante de uma policrise internacional.
Ampliação da Cooperatividade e Inclusão Nacional
Com uma capilaridade nacional impressionante, a Conferência articula sete Programas de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais de cinco macrorregiões brasileiras. Essa colaboração busca fortalecer a cooperação interinstitucional e reduzir as desigualdades regionais no Sistema Nacional de Pós-Graduação. O evento também terá uma forte dimensão internacional, com a presença de convidados estrangeiros e colaborações com centros de pesquisa internacionais.
Além de conferências e mesas-redondas, a II Conferência Nacional oferece atividades formativas e extensionistas, como minicursos destinados a professores da educação básica e um seminário para apresentação de trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação. O incentivo à participação discente é notável, com oportunidades gratuitas para apresentação científica e espaços de decisão.
Compromisso com a Democratização da Política Externa
A Conferência busca unir universidade, governo e sociedade civil, reafirmando o compromisso com a democratização da política externa e a produção de conhecimento relevante socialmente. O objetivo é construir propostas que resultem em uma inserção internacional mais justa e sustentável para o Brasil.
O evento é organizado pela PRI (UFABC), PPGRI – Estudos do Sul Global (UNIFESP), OPEB, Fundação Perseu Abramo (FPA) e Fundação Friedrich Ebert (FES), contando com apoio da CAPES.
Mesas de Debates Confirmadas
Entre as mesas já confirmadas, destacam-se:
- Sul Global, China e o BRICS: Com Ana Saggioro Garcia (UFRRJ), Diego Azzi (OPEB/UFABC) e Paulo G. Fagundes Visentini (UFRGS), coordenados por Ana Tereza Marra (UFABC).
- A Política Externa Brasileira e a Emergência Climática: Com contribuições de Yamila Goldfarb (UFABC), Carlos Roberto Sanchez Milani (UERJ) e Mayane Bento Silva (Universidade do Estado do Pará), sob coordenação de Osmany Porto de Oliveira (PPGRI/USP).
- Relações do Brasil com os Estados Unidos: Participação de Marco Aurélio Chaves Cepik (UnB), Monica Ellen Seabra Hirst (UERJ) e Jamil Chade, coordenada por Ismara Izepe de Souza (USP).
Atividades Extras e Envolvimento da Comunidade Acadêmica
O evento também contempla mesas em construção, incluindo discussões sobre o Conselho Nacional de Política Externa e relações com a África e a Europa. Além disso, haverá minicursos sobre Política Externa Brasileira voltados para professores do ensino médio e apresentações de trabalhos de alunos da pós-graduação relacionados ao tema de inserção internacional.
O comitê organizador é composto por membros da Comissão Científica da II Conferência, que busca fomentar um espaço de reflexão profunda e crítica sobre o papel do Brasil no cenário internacional. O contato para mais informações é pelo e-mail [email protected].
Vale lembrar que, há 13 anos, a UFABC promoveu a I Conferência Nacional de Política Externa, com a presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diversas autoridades do governo. Diante do atual contexto internacional e das próximas eleições, a II Conferência surge como uma oportunidade crucial para debater o papel do Brasil no mundo e a importância de sua presença em fóruns internacionais, especialmente diante das recentes tensões geopolíticas na América Latina e no Oriente Médio.
