Desastre em Minas Gerais: A Responsabilidade do Governo Zema
A recente devastação em Juiz de Fora, Ubá e regiões vizinhas trouxe à tona o lamento do governador Romeu Zema (NOVO), que se disse consternado com o ‘grande sofrimento’ causado pelos deslizamentos de terra e alagamentos. Em suas declarações, Zema afirmou que a administração estadual está ‘fazendo tudo’ para apoiar as vítimas. No entanto, suas políticas neoliberais o tornam diretamente responsável pela calamidade enfrentada pela população. O mesmo governo que reduz investimentos em serviços essenciais, como educação e saúde, também avança na privatização da Copasa, demonstrando prioridades equivocadas em tempos de crise.
Atualmente, Minas Gerais contabiliza 53 mortos e 15 desaparecidos, refletindo uma situação que vai além de um mero ‘desastre natural’. A combinação de ações governamentais de extrema direita e a negação das mudanças climáticas tem sido um fator determinante para a tragédia. O investimento destinado a 2023, mesmo que não tivesse sido cortado em 96% — como ocorreu na verba para prevenção —, ainda seria insuficiente para atender às demandas de proteção contra chuvas intensas, que eram esperadas.
Prioridades do Governo: Dívidas em Primeira Pessoa
As prioridades orçamentárias do governo Zema estão claramente voltadas para os pagamentos da dívida do estado com a União, em vez de garantir a segurança da população. Isso significa que verbas que poderiam ser usadas para melhorar a infraestrutura de prevenção são redirecionadas para enriquecer banqueiros, uma prática que tem gerado revolta entre os cidadãos afetados.
A destruição causada pelas chuvas deixa mais de 3 mil desabrigados e milhares em áreas de risco sem suporte, enquanto os recursos públicos continuam a ser direcionados para interesses capitalistas. O extrativismo predatório da mineração em Minas Gerais, que já causou tragédias como as de Brumadinho e Mariana, agrava ainda mais a situação. Essas atividades não só destruíram o Rio Doce, mas também geram riscos contínuos por conta das barragens. A atuação irresponsável desse setor, aliado ao agronegócio que desmata florestas em nome do lucro, resulta em fenômenos climáticos extremos que atingem desproporcionalmente os grupos mais vulneráveis da população.
A Luta por um Plano de Emergência
A política de cortes do governador Zema na prevenção das chuvas reflete uma estratégia que prioriza lucros em detrimento de vidas e do meio ambiente. Portanto, a responsabilidade pela crise em Juiz de Fora é compartilhada entre o governo, o Estado e os capitalistas. Para mitigar os efeitos dessa tragédia, é urgente a necessidade de um plano de emergência. Esse plano deve ser financiado não apenas pelo não pagamento da dívida do Estado com a União, mas também através dos lucros obtidos pela mineração predatória no estado.
É fundamental que todas as pessoas que ainda habitam áreas de risco recebam apoio para se reerguer e que todos os atingidos sejam devidamente indenizados, possibilitando a reconstrução de suas vidas com segurança. Embora as vidas perdidas não possam ser devolvidas, suas famílias precisam de recursos e garantias de moradia e renda.
Unidade da Classe Trabalhadora: O Caminho para a Mudança
Essa transformação só poderá ser imposta pela luta organizada da classe trabalhadora em todo o estado. O exemplo dos indígenas da região do Tapajós, que conseguiram barrar a privatização dos rios da Amazônia após 30 dias de ocupação, serve como inspiração. Em Belo Horizonte, as mobilizações dos trabalhadores terceirizados da educação também sinalizam a importância da luta coletiva. Não podemos permitir que os lucros dos capitalistas prevaleçam sobre as vidas humanas. É hora de unir forças em solidariedade às vítimas e exigir responsabilidades. O governo Zema e os capitalistas devem ser cobrados por suas ações!
