Expectativas de Crescimento Econômico
O Ministério da Fazenda revisou suas projeções e não prevê mais uma desaceleração no crescimento da economia brasileira em 2026, mesmo diante da taxa Selic elevada, que permanece em 15% ao ano, o maior índice em duas décadas. Essa informação foi publicada no Boletim Macrofiscal, divulgado na última sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica. O relatório oferece uma visão detalhada sobre as expectativas para indicadores econômicos, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB).
A nova estimativa para o crescimento do PIB em 2025 aumentou de 2,2% para 2,3% desde o último relatório apresentado em novembro do ano anterior. O mercado financeiro, por sua vez, aponta uma alta de 2,27% para o mesmo ano. Se essa projeção se concretizar, a desaceleração será significativa em comparação com 2024, quando a economia cresceu 3,4%. Este será também o menor crescimento desde 2020, um ano marcado pela crise sanitária da Covid-19, que resultou em uma retração de 3,3% no PIB.
Adicionalmente, o Ministério da Fazenda ajustou sua expectativa de crescimento para 2026, passando de 2,4% para 2,3%. Esse ano será particularmente importante, já que estará cercado por um clima eleitoral. A expectativa é de que haja uma estabilidade na expansão econômica de 2025 para 2026. Em contraste, as análises do mercado financeiro projetam uma alta mais modesta, de 1,80% para 2026.
“Em relação aos setores produtivos, a desaceleração na agropecuária deve ser compensada por um crescimento mais significativo na indústria e no setor de serviços”, destaca a Secretaria de Política Econômica no Boletim Macrofiscal.
Histórico de Crescimento e Expectativas da Fazenda
Com base nos dados do IBGE e do Banco Central, as projeções de crescimento do PIB nos últimos anos demonstram um padrão de recuperação econômica, embora com oscilações que refletem as crises enfrentadas pelo país. A atual previsão de crescimento em 2025 e 2026 segue essa tendência, mas os números mostram um panorama de cautela e esperança por um futuro econômico mais estável.
Queda da Inflação no Brasil
Outro ponto abordado pelo governo é a expectativa de uma nova queda na inflação ao longo deste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a principal medida de inflação do Brasil, deve recuar para 3,6%, mantendo a mesma projeção feita em novembro do ano passado. Esse cenário é visto como resultado de diversos fatores, incluindo a redução nos preços de bens industriais e de serviços.
O Ministério da Fazenda ressaltou que a inflação dos bens industriais e dos serviços deve continuar a diminuir, em grande parte devido ao excesso de oferta de bens no mercado e aos efeitos de longo prazo do fortalecimento da moeda local, além de um cenário de política monetária restritiva, caracterizada pela alta de juros. Essa combinação de fatores contribui para a redução das pressões inflacionárias.
Com um olhar voltado para o futuro, as definições de políticas econômicas e as dinâmicas do mercado continuarão a ter um papel vital na configuração da economia brasileira, especialmente em um ano eleitoral, que tende a trazer incertezas e expectativas variadas entre diferentes setores da sociedade.
