Crescimento dos Serviços em Minas Gerais
Em novembro de 2025, o setor de serviços em Minas Gerais apresentou um crescimento de 1,0%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na terça-feira (13). Esse aumento se destaca em contraste com a média nacional, que enfrentou dificuldades, especialmente após uma queda de 0,2% em outubro. Este resultado marca a segunda influência positiva consecutiva na pesquisa do IBGE.
Quando analisamos o desempenho em comparação a novembro de 2024, o crescimento em Minas Gerais permanece em 1,0%, enquanto a média nacional registrou um avanço de 2,5%. No acumulado do ano, o volume de serviços no estado subiu 0,3%, em comparação a um crescimento nacional de 2,7%.
Comparativo Regional e Setorial
Ao comparar com outubro de 2025, observou-se que apenas 10 das 27 unidades federativas do Brasil conseguiram crescimento no volume de serviços. Minas Gerais, junto com São Paulo (0,3%), Pará (2,6%) e Pernambuco (1,3%), se destacou entre essas. Em contrapartida, o estado do Rio de Janeiro teve uma queda de 1,4%, seguido pelo Distrito Federal (-3,4%), Bahia (-1,5%) e Amazonas (-3,0%).
O crescimento em Minas Gerais foi impulsionado, principalmente, pelo segmento de “outros serviços”, que registrou um impressionante avanço de 19,4%. Além disso, os serviços de informação e comunicação também apresentaram um crescimento de 1,1%. No entanto, o setor de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios viu uma retração de 1,1%, o que impactou negativamente o resultado geral.
Expectativas Futuras para o Setor de Serviços
De acordo com o observatório econômico da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), esses dados reforçam a expectativa de um crescimento moderado do setor de serviços no estado, embora abaixo do desempenho nacional. “Esse quadro reflete, sobretudo, os efeitos negativos observados nos serviços de transportes e armazenamento, bem como a retração na demanda por serviços profissionais especializados, tanto no segmento administrativo quanto em outros serviços”, revela o relatório da Fiemg.
A Fiemg também destaca que esse movimento está atrelado a efeitos encadeados decorrentes da desaceleração das atividades produtivas, especialmente no setor industrial. “Mesmo assim, observa-se uma resiliência do setor de serviços frente ao desaquecimento que tem sido percebido em outros segmentos da economia”, conclui o relatório.
