Problemas no Ar-Condicionado do CTI Pediátrico
A mãe de um bebê internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) pediátrico do Hospital Infantil João Paulo II, localizado em Belo Horizonte, divulgou um vídeo e fez uma denúncia formal sobre a ineficiência do sistema de ar-condicionado da unidade, que estaria fora de funcionamento há pelo menos três dias. Segundo ela, a falha foi comunicada à ouvidoria do hospital, mas até o momento, não houve uma solução efetiva.
Em seu relato, a mãe destacou que o calor excessivo dentro do CTI está afetando diretamente o bem-estar das crianças, que se encontram em estado de saúde delicado. Ela também informou que algumas delas apresentaram febre nos últimos dias, o que tem causado muita preocupação entre as famílias e as equipes que acompanham a rotina da unidade.
“A intenção não é criticar o hospital, mas sim fazer um chamado urgente por humanidade e saúde pública. O calor está insuportável, e os bebês estão realmente sofrendo. Precisamos de ajuda para que essa situação seja resolvida rapidamente”, declarou a mãe.
A denunciante expressou temor de que a situação possa agravar a condição clínica de bebês e crianças que já estão fragilizados. O apelo dela é para que o problema se torne conhecido e, assim, receba a devida atenção por parte da gestão do hospital e dos órgãos de saúde responsáveis.
Calor Extremo e Seus Efeitos na Saúde
A falha no sistema de ar-condicionado do Hospital Infantil João Paulo II acontece em um momento crítico, pois o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas Laranja e Amarelo para o estado, indicando que as temperaturas têm superado a média nos últimos dias. Essa situação representa riscos moderados a altos para a saúde, principalmente para grupos vulneráveis.
Na cidade de Belo Horizonte, a Defesa Civil municipal também intensificou os alertas, registrando 35,2º na sexta-feira (26), a segunda maior temperatura deste ano, e 35°C no sábado (27), que foi a terceira maior até agora, sendo que o dia mais quente foi em 7 de outubro. Com temperaturas tão elevadas, a preocupação com a saúde da população aumenta.
Em ambientes de terapia intensiva, a temperatura do ambiente é um fator crucial para garantir o bem-estar e a estabilidade clínica dos pacientes, especialmente dos bebês e crianças que têm baixa imunidade ou problemas respiratórios. Condições climáticas adversas podem gerar desconforto, agitação e dificultar a regulação térmica, gerando apreensão e insegurança entre os familiares.
Os especialistas ressaltam que é vital garantir um ambiente controlado e seguro para esses pequenos pacientes, de forma que condições como essa não se tornem uma ameaça à saúde já delicada deles. É esperado que a gestão do hospital tome providências imediatas para resolver a questão do ar-condicionado e assegurar que a saúde dos internados seja priorizada, especialmente em tempos de calor extremo.
