Capacitação em Toxicologia para Profissionais de Saúde
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anunciou nesta semana, em Belo Horizonte, o curso intitulado “Formação Continuada em Toxicologia Aplicada a Metais no Estado de Minas Gerais”. A iniciativa busca capacitar profissionais para detectar, diagnosticar e intervir precocemente em casos de agravos provocados pela exposição a metais, com especial foco nas regiões afetadas pela mineração.
No evento de lançamento, o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, enfatizou a importância estratégica do curso para o estado. Ele afirmou: “A mineração é um dos pilares da nossa economia, atuando na geração de empregos, renda e desenvolvimento. Contudo, devemos reconhecer que esse mesmo desenvolvimento impõe desafios complexos, especialmente em relação aos impactos ambientais e à saúde das populações que habitam áreas direta e indiretamente afetadas por essa atividade.”
A subsecretária de Redes de Atenção à Saúde, Camila Moreira de Castro, também destacou a relevância da formação para os profissionais que atuam em áreas mineradoras. “Os protocolos discutidos no curso envolvem a contribuição de diversos setores, abrangendo desde o atendimento até a realização de exames e incluindo questões de saúde mental que afetam essas populações”, ressaltou.
Oportunidades de Aprendizado e Participação
O evento contou com a participação de representantes de 90 municípios impactados pelas bacias dos rios Doce e Paraopeba, em Minas Gerais e Espírito Santo, além de membros das nove Unidades Regionais de Saúde do estado, do Ministério Público, das subsecretarias de Atenção à Saúde (Subas) e de Vigilância em Saúde (SUBVS), além de povos e comunidades tradicionais.
O curso, que tem como alvo principal profissionais de saúde que atuam em áreas afetadas pela mineração, está aberto a todos que tenham interesse no assunto. O objetivo é qualificar trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma resposta mais rápida e eficaz, baseada em evidências. Com uma carga horária de 120 horas, a formação será oferecida na modalidade de Educação a Distância (EaD), no formato autoinstrucional, através da plataforma Moodle do Campus Virtual Fiocruz. As inscrições estão abertas continuamente e podem ser realizadas online.
A diretora da Fiocruz Minas, Cristina Brito, afirmou: “Essa capacitação será essencial para o estado, considerando que a mineração desempenha um papel fundamental em Minas. Precisamos avançar cada vez mais na melhoria da saúde das populações que habitam nessas áreas.”
Roberto da Costa Laperriere, coordenador de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, também elogiou a iniciativa. Ele declarou: “A formulação de políticas públicas focadas nos impactos da mineração é indispensável. Portanto, a proposta de Minas é crucial para discutirmos as ações de atendimento e prevenção adequadas.”
