Um Novo Comando na Prefeitura de Belo Horizonte
Juliano Lopes, do partido Podemos, enfrenta um desafio imediato e crucial ao assumir a Prefeitura de Belo Horizonte: garantir o financiamento do carnaval de 2026. Como presidente da Câmara, ele assumiu o cargo até o final de janeiro, em um momento delicado, no qual a prefeitura se esforça para fechar patrocínios após uma série de editais que não atraíram interessados. A situação é complexa e demanda agilidade.
A questão do financiamento é estrutural. Até o momento, foram lançados três chamamentos públicos para captar recursos de empresas, tanto públicas quanto privadas, voltados ao carnaval de BH. Infelizmente, dois desses esforços não atraíram nenhum interessado, enquanto no terceiro, apenas a CDL-BH manifestou interesse. Mesmo com ajustes nas propostas, como a diminuição do valor das cotas intermediárias e a ampliação das opções de apoio, a resposta do mercado não foi a esperada. As cotas mais altas, que variam entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, continuam sem interessados.
Um Momento de Pressão e Expectativa
Juliano Lopes assume a prefeitura em um cenário de pressão, pois a cidade está a poucas semanas do início oficial da programação do carnaval. O impasse é palpável. O carnaval de BH cresceu e se firmou como um grande evento urbano, mas ainda depende de negociações realizadas na reta final do calendário, o que gera baixa previsibilidade em relação aos recursos necessários.
O carnaval sempre teve um caráter político em Belo Horizonte. Originado de uma manifestação cultural espontânea, foi se consolidando com o tempo como uma política pública relevante, além de um atrativo turístico e um ativo econômico significativo. À medida que a festa cresceu, a demanda por uma estrutura adequada, segurança, limpeza e organização profissional se intensificou. Atualmente, a folia carrega não apenas significado cultural, mas também um alto custo institucional.
Responsabilidade nas Mãos do Prefeito Interino
É neste contexto que a responsabilidade recai sobre os ombros de Juliano Lopes. Sabendo que não estará no cargo durante as festividades, ele ainda precisa gerenciar este momento decisivo. Caso os recursos não sejam confirmados, a responsabilidade afetará tanto a gestão municipal quanto as pessoas que estão à frente das negociações neste período crítico.
Além das suas atribuições relacionadas ao carnaval, Juliano mantém uma atuação regular na administração municipal. Recentemente, ele sancionou leis aprovadas pela Câmara, como iniciativas voltadas ao atendimento da população idosa, a criação do Dia Municipal do Gari e a denominação de novas vias públicas.
Movimentos na Câmara Municipal
Por sua vez, a Câmara Municipal de Belo Horizonte tomou uma decisão significativa ao formalizar a exoneração de oito servidores comissionados que atuavam no gabinete do vereador Lucas Ganem, também do Podemos. Essa ação ocorre em meio a um processo de cassação que envolve Ganem. A exoneração foi assinada pela presidente interina do Legislativo, Fernanda Pereira Altoé, do partido Novo.
Preparativos para a Eleição de 2026
No âmbito político, o MDB está articulando o lançamento da prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso, como candidata ao Senado nas eleições de 2026. Durante uma reunião interna realizada na quarta-feira (7/1), o diretório do MDB em Minas Gerais discutiu as próximas etapas da legenda e incluiu o nome da prefeita, que é mãe do deputado federal Newton Cardoso Júnior e atual presidente estadual do partido.
Conquistas na Segurança Pública
Por fim, a prisão de Sonny Clay Dutra, um dos traficantes mais procurados de Minas Gerais, foi um destaque nas redes sociais do governador Romeu Zema. O suspeito foi detido pela Polícia Civil de Minas Gerais na madrugada de ontem, em uma operação que contou com trabalho de inteligência. O governador comemorou a ação, afirmando que “um dos maiores traficantes de Minas está aonde precisa estar: de volta à cadeia.”
