Regras de Desincompatibilização e Movimentações Políticas
Os candidatos que ocupam cargos no poder executivo têm até este sábado, dia 4, para se afastar de suas funções caso desejem disputar um novo mandato nas próximas eleições. Essa determinação se aplica a todos que exercem mandatos, cargos ou funções, como governadores, prefeitos, ministros de estado e diretores de associações. A legislação exige que um pré-candidato se desfaça temporária ou definitivamente de seu cargo, com um mínimo de seis meses de antecedência em relação ao pleito. Assim, o primeiro turno das eleições de 2026, agendado para 4 de outubro, se aproxima rapidamente.
O objetivo dessa regra de desincompatibilização é assegurar que os candidatos não utilizem a estrutura e os recursos públicos em benefício próprio, evitando vantagens eleitorais em relação aos concorrentes. Nesta semana, o empresário Flávio Roscoe decidiu deixar a presidência da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) para se filiar ao PL (Partido Liberal). Roscoe, que deve concorrer ao governo de Minas Gerais ou buscar uma posição como vice em uma coligação, enfatizou em uma coletiva que, se eleito, promoverá uma gestão inovadora, ressaltando que o poder público não é a solução para todos os problemas sociais.
Outra movimentação significativa no cenário político foi a saída do senador Rodrigo Pacheco do PSD, partido de Gilberto Kassab, para se filiar ao PSB, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Pacheco é considerado o candidato preferido do presidente Lula para o governo do estado pelo viés progressista, embora ele ainda hesite em formalizar sua candidatura. Durante sua cerimônia de filiação, o senador deixou claro que o novo partido deve apresentar alternativas à gestão atual, mas os nomes oficiais só serão definidos em convenção partidária, prevista para ocorrer entre julho e agosto.
Além de Roscoe e Pacheco, o cenário eleitoral em Minas Gerais conta com outros quatro pré-candidatos já confirmados ao Palácio Tiradentes: o atual governador Mateus Simões, do PSD, que busca a reeleição; o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pelo PDT; Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de BH, representando o MDB; e o senador Cleitinho, pelo Republicanos. As disputas para o Senado também já têm nomes definidos, como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, do PT, e o senador Carlos Viana, que retornou ao PSD nesta semana em busca de reeleição. O ex-secretário de governo de Minas, Marcelo Aro, do Progressistas, e o deputado federal Domingos Sávio, do PL, também estão na corrida para uma vaga no Senado.
