A Ação das Facções no Aglomerado da Serra
O Aglomerado da Serra, que se destaca como a maior favela de Belo Horizonte, localizada na região Centro-Sul da capital mineira, enfrenta uma grave situação de disputa entre as principais facções do Brasil. O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), revelou nesta terça-feira (23/12), em uma coletiva de imprensa que abordou os resultados da operação Dominus, que as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) estão disputando o controle dessa área.
Segundo Simões, “A Serra se transformou em um espaço de disputa entre as três organizações que atuam em Belo Horizonte. Elas estão lutando para entrar no aglomerado da Serra, que até então era dominado por grupos locais de menor porte. Contudo, não permitiremos que essas organizações se estabeleçam em BH”. Essa afirmação revela a gravidade do problema e a preocupação das autoridades locais em manter a ordem na região.
Repercussão do Crime Organizado
A operação mencionada pelo vice-governador também está vinculada a um assassinato ocorrido no último sábado (20), no bairro Funcionários, também na região Centro-Sul. Na ocasião, uma carta foi encontrada no veículo onde o traficante conhecido como “Grandão”, de 33 anos, foi morto com mais de 13 disparos. A missiva continha detalhes sobre a disputa de poder entre os grupos criminosos, reforçando a tensão na área.
Com o objetivo de resguardar a comunidade desse cenário de violência, Mateus Simões destacou que as forças policiais do Estado irão ocupar a área do Aglomerado da Serra. “As forças policiais chegaram para ficar e não sairão da Serra até termos a certeza de que qualquer tentativa de ocupação dessas facções será frustrada. O crime organizado não assumirá o controle do maior aglomerado da Região Metropolitana”, afirmou o vice-governador.
Investimentos e Reestruturação
Além das medidas de segurança, Simões anunciou que o governo de Minas Gerais irá investir em melhorias na infraestrutura da Serra. “Serão feitas reformas em escolas, postos de saúde e ruas. Apesar de esses problemas ser, em princípio, de responsabilidade municipal, o Estado arcará com os custos das intervenções. Não permitiremos que câmeras de traficantes fiquem penduradas em postes na comunidade e garantiremos que a população não fique refém de blitz clandestinas”, concluiu o político.
A situação do Aglomerado da Serra, portanto, reflete não apenas o cenário de violência e disputa entre facções, mas também a resposta do governo de Minas Gerais em buscar proteção e melhorias para a população local. À medida que as autoridades se mobilizam, a esperança é de que a comunidade possa retomar a paz e a segurança, longe da influência do crime organizado.
