Desafios Financeiros do Atlético-MG
A recente fama do Atlético-MG em relação aos atrasos de pagamento tem impactado suas negociações no mercado, especialmente com o Talleres, em busca do volante Galarza para a próxima temporada. Apesar dos esforços, o clube ainda não avançou nas tratativas, mas o jogador permanece na lista de alvos. Durante a apresentação de Pedro Daniel, novo CEO do clube, a necessidade de honrar compromissos financeiros se destacou como prioridade para restaurar a credibilidade da equipe.
“O foco é como ser bem visto pelo mercado e recuperar a credibilidade em todos os cenários. Algumas ações são necessárias, como premissas básicas de honrar os compromissos”, afirmou Pedro Daniel, enfatizando a importância da transparência em negociações. Essa abordagem se torna ainda mais crítica, considerando que, em temporadas passadas, o Galo adquiriu direitos de jogadores de forma parcelada e enfrentou críticas públicas devido a atrasos nos pagamentos.
Histórico de Atrasos
No final de 2025, o Atlético renegociou uma dívida cobrada pela CNDR, relacionada à compra do atacante Deyverson. O clube alcançou um acordo com o Cuiabá para saldar a dívida de maneira parcelada, e atualmente está em dia com as parcelas. Contudo, a administração atual tem o desafio de renegociar outras dívidas acumuladas ao longo dos anos, conforme ressaltado por Pedro Daniel.
Atualmente, a equipe busca regularizar suas pendências financeiras com outros clubes, e a assessoria do Atlético informou que já estabeleceu contato com Coritiba, Cuiabá, Athletico-PR e Botafogo para discutir a programação de pagamentos. Em relação às dívidas com o Palestino e Corinthians, a assessoria do Galo considera esses assuntos internos e busca um diálogo direto para renegociações.
Problemas com Transferências Internacionais
No início de dezembro, o presidente do Palestino fez acusações de que o Atlético não havia realizado o pagamento referente à transferência do jogador Ivan Román, acionando a FIFA. Segundo Jorge Uauy, o Galo deveria ter honrado um pagamento de 500 mil dólares em dezembro, o que não ocorreu. “O Atlético Mineiro não cumpriu seu compromisso. Não recebemos nem um dólar pela transferência de Román”, afirmou o dirigente em entrevista ao ge.
Outro tema polêmico envolve o meia Scarpa. O Nottingham Forest, ex-clube do jogador, também acionou o Galo em razão do não pagamento da segunda parcela do acordo, resultando em condenação pela FIFA, embora o clube tenha recorrido ao CAS e a cobrança esteja suspensa por ora.
Contratações e Dívidas em Aberto
A contratação de Júnior Santos, por R$ 48 milhões, também apresenta complicações. O Atlético pagou, mas houve atrasos nas parcelas junto ao Botafogo, fato que não foi comentado publicamente por nenhum dos clubes. Vale lembrar que Júnior Santos ainda se recupera de uma lesão grave, complicando ainda mais a situação.
Assim como o atacante Cuello, adquirido do Athletico-PR por R$ 6 milhões, e que, segundo o presidente paranaense, ainda não teve a compra confirmada. Além disso, o Coritiba já alertou sobre o não recebimento da parcela referente ao lateral-direito Natanael, prometendo a cobrança formal pela dívida.
Fausto Vera, volante que recentemente deixou o clube por empréstimo ao River Plate, também é parte das pendências. O atleta foi adquirido por R$ 24 milhões junto ao Corinthians, que já manifestou a cobrança na CNRD.
Possíveis Novas Dívidas no Horizonte
O Atlético-MG pode enfrentar mais complicações financeiras no futuro, com a possibilidade de novas dívidas relacionadas a jogadores que chegaram por empréstimo e cujos valores de compra já estão estabelecidos. Atletas como Alexsander, Ruan Tressoldi e Reinier estão nesse contexto, e a regularização dessas obrigações pode ser um desafio adicional para o clube. A situação financeira do Atlético, portanto, requer atenção redobrada, tanto nas contratações quanto na gestão das dívidas existentes.
As recentes movimentações e desafios do Atlético-MG no cenário esportivo ressaltam a importância de uma gestão financeira eficaz e transparente, fundamental para recuperar a confiança dos torcedores e do mercado.
