O Que Dizem os Especialistas Sobre o Sono
A crença de que é essencial dormir oito horas por dia para garantir um bom descanso foi amplamente disseminada. Entretanto, estudos recentes indicam que ter padrões de sono irregulares pode ser mais nocivo à saúde do que simplesmente dormir menos horas. Assim, a qualidade do sono se mostra um fator determinante na saúde e bem-estar geral.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, o médico do sono e especialista em insônia, Leonardo Vivas, destacou que a necessidade de sono é algo individual, influenciado por fatores genéticos e ambientais. Segundo ele, adultos geralmente necessitam de um intervalo entre 6 a 9 horas de sono por noite, sendo que a média mais comum é de aproximadamente 7 horas.
“A quantidade de horas de sono é relevante, porém a qualidade do sono pode ser ainda mais crucial. É fundamental entender o seu cronotipo, que se refere ao seu padrão circadiano de sono, que pode ser matutino, vespertino ou intermediário. Dessa forma, cada um deve estabelecer uma rotina e práticas de higiene do sono que funcionem para si”, explicou Vivas.
A Evolução da Necessidade de Sono ao Longo da Vida
Além do cronotipo, o médico ressaltou que a quantidade de sono necessária pode mudar conforme a pessoa envelhece, apresentando uma diminuição gradual ao longo dos anos. Essa variação pode ser atribuída a alterações biológicas e hormonais que ocorrem no organismo, tornando o sono mais fragmentado em algumas fases da vida.
O sono de qualidade é caracterizado por um ciclo completo e reparador, que abrange diferentes fases, incluindo sono leve, profundo e REM (Movimento Rápido dos Olhos). A cada uma dessas etapas, o corpo realiza funções essenciais para a regeneração física e mental. Portanto, mais importante do que simplesmente contar as horas, é garantir que cada uma delas seja aproveitada ao máximo.
Vivas também alerta para a importância de um ambiente propício ao sono. Isso inclui um quarto escuro, silencioso e em uma temperatura adequada, além de evitar o uso de aparelhos eletrônicos antes de dormir, já que a luz azul emitida por esses dispositivos pode interferir na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono.
Considerações Finais Sobre o Sono
Assim, a recomendação de dormir 8 horas por dia não é uma regra do tipo “tamanho único”. Cada um deve prestar atenção em seu corpo e identificar suas necessidades específicas. Uma boa prática é manter um diário do sono, anotando os horários em que se deita e acorda, bem como como se sente ao longo do dia.
Concluindo, a chave para uma boa saúde pode estar na qualidade do sono, e não necessariamente em alcançar a marca das 8 horas. Portanto, a conscientização sobre os próprios padrões de sono e a adoção de hábitos saudáveis são passos fundamentais para melhorar a saúde e o bem-estar geral.
