Um Espetáculo Aéreo de Emoções
A Virada da Liberdade, mais uma vez, transformou o simples ato de olhar para o céu em um momento de esperança coletiva. Durante a transição de 2025 para 2026, a Praça da Liberdade se encheu de vozes que ecoavam a cada nova imagem formada pelos drones: “Olha lá, ó”, “O que será que vão criar agora?”.
O show teve início logo após a apresentação de fogos de artifício, que foram lançados pontualmente na virada. A promessa era de fogos silenciosos, visando a acessibilidade das pessoas sensíveis ao barulho. Contudo, o público, empolgado, lançou alguns fogos convencionais, criando uma atmosfera ainda mais vibrante.
Às 00h05, uma coluna de drones se elevou acima do Palácio da Liberdade, e a primeira imagem que se destacou no céu foi o mapa de Minas Gerais, acompanhada dos votos de “Feliz 2026”. Mesmo que este já seja o quarto ano consecutivo em que o show homenageia símbolos mineiros, a torcida e o entusiasmo do público continuam em alta, talvez pela identificação que cada figura provoca em todos os presentes.
Referências Mineiras que Encantam
A próxima formação no céu foi da Serra do Espinhaço, enquanto a locutora do evento exclamava: “É dela que nasce a força de nossa terra”. As reações do público eram intensas, com gritos de alegria e pais chamando as crianças para não perderem o espetáculo: “Vai formar outra coisa, olha só!”.
Após essa imagem, um desenho de uma árvore instigou reflexões sobre o renascimento da vida após a seca. Em seguida, o Mineirão, que celebrou 60 anos em 2025, foi contemplado, provocando gritos de “cabuloso” e “galooo” entre os amantes do futebol mineiro.
Uma homenagem especial ocorreu quando os drones formaram a figura do tênis, icônico da capa do álbum de estreia de Lô Borges (1952-2025), que faleceu no final do ano. O público reagiu com aplausos em respeito ao grande artista.
A celebração musical continuou com a formação de uma viola caipira, que deixou muitos de queixo caído, com algumas pessoas comentando: “Olha só, as cordas estão balançando!”.
Reconhecimento e Humor Mineiro
Na sequência, a Igrejinha da Pampulha surgiu no céu, uma imagem facilmente reconhecida pelos belo-horizontinos. Porém, a próxima formação, uma xícara de café, arrancou risadas do público, com alguns profetizando: “A próxima vai ser um pão de queijo, certeza!”. E, para surpresa de todos, a figura de uma cumbuca recheada de pães de queijo se fez presente, confirmando a previsão de um espectador: “Tá vendo só, você acertou mesmo!”.
O “trem” do mineiro também não poderia faltar. Uma imagem com a palavra “bão” abaixo foi acompanhada pelos sons clássicos da música “Maria Fumaça”, da famosa dupla Kleiton & Kledir, animando ainda mais a plateia.
O show prosseguiu com a formação de uma rosa-dos-ventos, simbolizando as vastas dimensões e direções de Minas Gerais. Esse momento não apenas refletiu sobre o estado, mas também sobre o novo ano que se iniciava, uma oportunidade de avaliar os caminhos a seguir.
Finalizando com Emoção
O espetáculo culminou com a formação de um grande coração de queijo no céu, de onde despencou um pedaço generoso, simbolizando a hospitalidade mineira. Ao final do evento, a logomarca do Governo de Minas apareceu, o que gerou uma vaia e gritos de “Fora Zema” em certas partes da praça. Apesar disso, a Virada da Liberdade conquistou aplausos e gritos entusiasmados, enquanto a coluna de drones se preparava para pousar.
