Detalhes do Crime e a Investigação
A Polícia Civil divulgou, nesta sexta-feira (23/1), informações alarmantes sobre o caso de Henay Rosa Gonçalves Amorim, uma personal shopper de 31 anos. Segundo as investigações, seu namorado, Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, foi responsável pela asfixia da mulher dentro do apartamento do casal, em Belo Horizonte, antes de simular um acidente na MG-050, em Itaúna, no dia 14 de dezembro de 2025, com o intuito de ocultar o crime.
Durante uma coletiva de imprensa realizada em Divinópolis, o delegado Flávio Destro, encarregado do caso, detalhou como as câmeras de segurança ajudaram a reconstruir os eventos. Imagens registraram Alison colocando o corpo de Henay no banco do motorista de seu veículo, envolto em um colchão. ‘Conseguimos identificar que ele arrastou o corpo de Henay ainda no apartamento do casal até o veículo. Ele sabia o que fazia, era síndico do prédio e tinha total controle sobre as câmeras de segurança. Descobrimos também uma câmera interna no apartamento. Ele tentou ocultar as imagens, mas conseguimos registros que mostram momentos em que ele agrediu Henay’, pontuou Destro.
Simulação do Acidente e Pesquisas na Internet
Após cometer o crime, Alison retornou ao apartamento, deixou o colchão no local e entrou no carro pelo lado do passageiro. Usando um dos pés para pressionar o acelerador e as mãos para guiar, ele começou a simular um acidente. ‘Logo após o crime, o investigado fez pesquisas na internet sobre acidentes de veículo, baixou arquivos de jurisprudência de casos semelhantes e estudou medicina legal, principalmente fenômenos imediatos da morte relacionados à asfixia. Esses arquivos foram recuperados e demonstram que ele tinha a intenção de matar Henay e procurava informações técnicas e jurídicas para se defender’, completou o delegado.
A simulação do acidente ocorreu na MG-050, aproximadamente 79,1 km de Belo Horizonte, onde o carro de Alison invadiu a contramão e colidiu frontalmente com um micro-ônibus de turismo. O acidente foi inicialmente tratado como uma ocorrência de trânsito, mas a investigação tomou um rumo diferente após o exame das imagens de um pedágio, que mostraram Henay desacordada no veículo. Uma atendente, ao notar a situação, questionou Alison sobre o estado de Henay, que alegou que a namorada estava se sentindo mal.
Consequências Legais e Prisão
O desfecho trágico do caso só veio à tona após a rigorosa investigação da polícia, que levou a um indiciamento formal de Alison por feminicídio. A prisão dele ocorreu durante o velório de Henay, e, no final do ano passado, ele foi transferido do município de Divinópolis para o Presídio de Itaúna. O caso gerou grande repercussão na região e levantou debates sobre a segurança das mulheres e a importância de abordar a violência de gênero com seriedade.
O feminicídio é um crime que não pode ser ignorado. E, segundo a polícia, este caso serve como um alerta para a sociedade sobre a necessidade de estar atenta a sinais de violência em relacionamentos. A tragédia de Henay Rosa Amorim, que, como tantas outras, teve seu futuro tragicamente interrompido pela brutalidade, exige uma resposta contundente das autoridades e uma reflexão profunda sobre como prevenir tais tragédias.
