Crime Brutal em Jardim América
Na manhã desta quarta-feira, dia 31, um crime brutal abalou a comunidade do bairro Jardim América, na Região Oeste de Belo Horizonte. Cinthya Micaelle Soares Roliz, uma mulher de apenas 26 anos, foi assassinada a tiros dentro de sua residência, enquanto sua filha de cinco anos presenciava a cena. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, a manicure foi atingida no rosto por disparos efetuados pelo seu ex-companheiro.
O suspeito, identificado como Alex de Oliveira Sousa, de 28 anos, teria pulado o muro da casa de Cinthya e se dirigido até o quarto onde ela dormia, disparando seis vezes contra a vítima. A mulher não sobreviveu aos ferimentos e morreu no local.
Medida Protetiva Ignorada
A polícia informou que o autor do crime fugiu em uma motocicleta com placa clonada. O que torna este caso ainda mais alarmante é o fato de que Cinthya possuía uma medida protetiva contra Alex, obtida após uma série de ameaças feitas por ele. Ela havia denunciado o ex-companheiro à polícia em dezembro do ano passado, alegando que ele a ameaçava de morte e a perseguia até o local de trabalho, no Barreiro.
Angélica Fernandes Soares, mãe de Cinthya, expressou sua profunda tristeza e indignação com a falta de proteção que a Justiça deveria ter oferecido à sua filha. “Minha filha virou estatística. A Justiça não fez nada para cuidar dela. Ela era uma super mãe, super filha, nunca deu trabalho, não bebe, não fuma, só trabalhava e cuidava da filha. Minha neta está em choque, disse: ‘Papai matou a mamãe, vovó'”, desabafou Angélica.
Continuam as Buscas pelo Suspeito
Até o fechamento desta reportagem, o suspeito ainda não havia sido encontrado. Além do crime de feminicídio, a PM relatou que Alex possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas, o que levanta questões sobre sua liberdade e os alertas que foram ignorados pelas autoridades competentes.
Casos como este são um triste lembrete da realidade da violência doméstica em Minas Gerais. A falta de ação efetiva pode frequentemente resultar em tragédias evitáveis. As autoridades agora enfrentam a responsabilidade de garantir que a proteção às vítimas seja mais do que uma promessa em papel, mas uma realidade que possa realmente preservar vidas.
