Suspeitos de Furto em Museu da História da Inquisição
Nesta quarta-feira (24), a Polícia Militar prendeu dois homens, de 35 e 41 anos, sob a acusação de furtar uma televisão, uma extensão elétrica e materiais de cobre do Museu de História da Inquisição, situado no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O crime ocorreu em um museu que, no momento, está fechado para reformas.
As câmeras de segurança do sistema “Olho Vivo” capturaram imagens da dupla caminhando pela Avenida Carlos Luz, na mesma área, enquanto transportavam bolsas aparentemente pesadas e a televisão. Logo após, os homens embarcaram no ônibus 3503A com destino ao centro da cidade e desembarcaram no final da Avenida Pedro II.
Com a informação sobre o possível furto, a Polícia Militar se dirigiu ao local e abordou os suspeitos. Durante a abordagem, eles confessaram que haviam arrombado o museu e furtado os objetos. Além da televisão, foram encontrados com a dupla uma extensão elétrica, um rolo de fio e duas tubulações de cobre.
Os homens revelaram que o material seria vendido em um ferro-velho, o que levanta questões sobre a segurança de instituições culturais na cidade.
Sobre o Museu da História da Inquisição
O Museu da História da Inquisição oferece aos visitantes uma imersão na história desse período sombrio, apresentando uma coleção de painéis, gravuras e pinturas de renomados artistas, como o pintor espanhol Francisco Goya. A exibição inclui ainda documentos e livros antigos que datam do século XV ao século XIX, além de réplicas em tamanho real de equipamentos de tortura utilizados na época, como o polé, o pôtro e o garrote.
No auditório do museu, são exibidos filmes e documentários que detalham a história da Inquisição, abrangendo desde sua origem até sua extinção. Contudo, com o arrombamento e furto, o futuro das exposições e a segurança do acervo se tornam preocupações ainda mais urgentes para os gestores do local.
Esses incidentes ressaltam a necessidade de medidas de segurança mais rigorosas em museus e instituições culturais, especialmente em períodos de reforma, quando a vigilância pode ser mais difícil. Os cidadãos e autoridades são chamados a unir forças para proteger o patrimônio histórico de Minas Gerais.
