Liberdade Condicional Após Furto
Um homem que foi preso por furtar um rabecão da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Belo Horizonte foi liberado após uma audiência de custódia. O furto aconteceu na última sexta-feira (27), quando o indivíduo foi detido em flagrante pela PC, acusado de furto qualificado. O veículo em questão estava estacionado no pátio do Instituto Médico Legal (IML) André Roquette, localizado no bairro Gameleira, na Região Oeste da cidade. Segundo relatos, o autor do crime pulou o muro para acessar o local e realizar o furto.
A decisão judicial foi proferida pelo juiz Paulo Cezar Mourão Almeida, que, ao avaliar a situação, reconheceu a legalidade da prisão, mas entendeu que não havia justificativas suficientes para manter o homem sob custódia preventiva. Entre os fatores considerados estavam a ausência de antecedentes criminais, a posse de um endereço fixo e a natureza do crime, que não envolveu violência ou ameaças.
Embora tenha sido solto, o homem deverá cumprir algumas condições estabelecidas pela Justiça. Ele não poderá deixar Belo Horizonte sem autorização prévia, precisa manter seu endereço atualizado e deve comparecer sempre que for convocado pelos tribunais. O veículo furtado foi localizado posteriormente no bairro Nova Contagem, em Contagem, na região metropolitana da capital mineira.
Familiares do suspeito relataram que ele estava passando por um ”surto” no momento do crime. Em entrevista à Itatiaia, uma parente revelou que ele se desesperou após não conseguir atendimento para o filho de 4 anos, que teria sido vítima de abuso sexual por um colega na escola.
Na noite de quinta-feira (26), a criança, acompanhada pelo pai e pela mãe, foi levada ao IML para realizar exames. No entanto, o atendimento médico não foi possível, uma vez que o menino não conseguiu ser consultado por um profissional na ocasião.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou uma nota em que detalha que as vítimas de crimes sexuais são atendidas no IML André Roquette somente após serem direcionadas, mediante uma guia de exame pericial, por autoridades policiais ou judiciais. A PCMG também ressaltou que o atendimento médico e psicológico às vítimas é disponibilizado em unidades de saúde públicas e privadas, conforme os protocolos de assistência estabelecidos.
