Encerramento da Greve dos Terceirizados
Os trabalhadores terceirizados da rede municipal de ensino de Belo Horizonte (MG) decidiram encerrar sua greve na quarta-feira (11), após 17 dias de mobilização. Essa decisão ocorreu após um acordo com a MGS (Minas Gerais Serviços) e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Apesar do avanço nas negociações, que incluíram propostas de reajuste salarial e redução de jornada de trabalho, a insatisfação persiste entre os trabalhadores.
Os profissionais conseguiram assegurar um reajuste de 7% nos salários, a redução do desconto do ticket alimentação, que caiu de 20% para apenas 1%, e a diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais para algumas categorias, como serventes e oficiais de manutenção. Contudo, muitos terceirizados expressaram que as conquistas, embora positivas, não atenderam plenamente suas reivindicações iniciais. A pressão econômica e o temor de cortes de ponto foram fatores determinantes para a decisão de encerrar a greve.
Conforme a administração municipal, os dias paralisados serão convertidos em atividades de capacitação para os profissionais que atuam em inclusão. A expectativa é que as aulas retornem à normalidade nas escolas da rede municipal a partir desta quinta-feira (12).
Concursados Planejam Indicativo de Greve
Enquanto isso, os trabalhadores concursados da educação municipal não ficaram à margem das discussões. Em uma assembleia marcada para o próximo dia 24 de março, eles aprovaram um indicativo de greve, motivados pela falta de resposta eficaz às questões que afligem a rede de ensino. Professores têm reclamado da escassez de docentes e das condições inadequadas de trabalho nas instituições.
Durante a assembleia, os educadores descreveram a situação como um verdadeiro “caos” devido à ausência de professores em várias escolas. Turmas sem docente, sobrecarga de trabalho e improvisações se tornaram uma realidade cotidiana nas salas de aula. Outro ponto de discórdia é a recente mudança na Gratificação por Dedicação Exclusiva (GDE), que passaria a adotar critérios subjetivos de produtividade, distantes das necessidades e realidades das escolas.
A equipe da Itatiaia tentou contato com a Prefeitura de Belo Horizonte em busca de esclarecimentos sobre as reivindicações dos professores, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. O retorno será incluído assim que estiver disponível.
Avanços Acordados com a MGS
O acordo firmado entre os trabalhadores terceirizados e a MGS prevê melhorias significativas, como:
- Reajuste salarial de 7% para todas as categorias;
- Redução do desconto do ticket alimentação de 20% para 1%;
- Para serventes escolares e oficiais de manutenção, redução da carga horária de 44 horas semanais para 40.
Além disso, para aqueles que serão transferidos para novas empresas ou Organizações Sociais (OSCs), foram estabelecidas condições específicas:
- Porteiros: garantia de contratação, reajuste de 7,5% sobre o salário de dezembro de 2025, e eliminação do desconto de 20% no ticket alimentação;
- Serventes escolares: garantias similares às dos porteiros, com os mesmos reajustes e redução na jornada;
- Cantineiras: reajuste de 27,8% sobre o salário de dezembro de 2025, e as mesmas benesses referentes ao ticket;
- Apoio ao educando: salário fixado em R$ 2.622,40 e fim do desconto no vale alimentação.
A situação dos trabalhadores na educação permanece complexa, com desafios significativos ainda pela frente e a expectativa de que as assembleias futuras possam dar voz às demandas de uma categoria que luta por melhores condições de trabalho e valorização profissional.
