Mobilização dos Trabalhadores Terceirizados
Belo Horizonte — Na manhã desta segunda-feira (2/3), um grupo de trabalhadores terceirizados da educação marcou presença na entrada da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (Smed), dando continuidade à greve que afeta a rede municipal. Contratados pela MGS, a empresa pública responsável pela administração, os manifestantes bloquearam o acesso ao prédio e se concentraram na área durante toda a manhã. Além do ato na Smed, os trabalhadores percorreram o centro da cidade, levando cartazes com pedidos de fim da escala 6×1, uma medida que visa aumentar a pressão sobre a Prefeitura de Belo Horizonte.
A mobilização ocorre em um momento delicado, após uma semana de impasse nas negociações entre os trabalhadores e a administração municipal. De acordo com os manifestantes, os acordos discutidos anteriormente não foram cumpridos, e a falta de avanços nas tratativas tem gerado insatisfação. Por outro lado, a prefeitura já sinalizou a possibilidade de corte de ponto para os grevistas, o que intensificou ainda mais o clima de tensão.
A paralisação está impactando o funcionamento das unidades escolares da capital, afetando especialmente os serviços de apoio, como limpeza, portaria e merenda escolar. Em nota, o SindRede-BH, sindicato que representa a categoria, afirmou que a greve será mantida até que seja apresentada uma proposta formal que seja considerada satisfatória pelos trabalhadores.
Principais Reivindicações dos Trabalhadores
As reivindicações dos trabalhadores terceirizados são claras e abrangem diversos pontos importantes para a categoria:
- Garantia de que qualquer novo contrato de trabalho respeite os direitos já conquistados, com a contratação via CLT;
- Rejeição à contratação por meio de cooperativas, que descaracterizam o vínculo empregatício ao tratar os trabalhadores como “cooperados”;
- Garantia do pagamento das verbas rescisórias pela empresa atual em caso de migração;
- Manutenção da proposta de recomposição salarial apresentada pela SMED, prevista para o final de 2025, para as trabalhadoras da Cantina e Apoio ao Educando, independentemente da formalização de novos contratos;
- Recomposição salarial para os trabalhadores da Faxina, Portaria, Artífices e Mecanógrafos em patamar próximo ao oferecido às cantineiras e ao Apoio ao Educando, independentemente da empresa contratante;
- Reconhecimento formal da prefeitura como responsável subsidiária em quaisquer contratos de terceirização.
A situação é crítica, e as mobilizações seguem ganhando força. Os trabalhadores buscam não apenas assegurar seus direitos, mas também garantir condições dignas de trabalho e um futuro mais justo na educação da capital mineira. Enquanto as negociações não avançam, a expectativa é de que os atos continuem, refletindo a insatisfação da categoria e a urgência pela resolução dos problemas apresentados.
