Tributo à Música e à Memória de Lô Borges
A perda de Lô Borges, que nos deixou há apenas dois meses, no dia 2 de novembro de 2025, ainda ecoa profundamente entre os admiradores da MPB. Com 73 anos de vida, o cantor e compositor, nascido em 10 de janeiro de 1952, carrega a essência de uma geração que se encantou com as melodias do Clube da Esquina. Em Belo Horizonte, cidade onde começou sua trajetória musical, uma homenagem busca aliviar a saudade do artista, que foi fundamental na construção do cenário musical brasileiro.
No dia 17 de janeiro, a Casa Outono, localizada no bairro Carmo de BH, será o palco do show “Isto não se apaga – Homenagem a Lô Borges”. O evento contará com a presença de Paula Santoro, uma cantora mineira renomada pela sua habilidade em explorar caminhos harmônicos complexos, e Pablo Castro, que, além de cantor e violonista, foi o diretor musical da turnê que celebrou os 50 anos do primeiro álbum solo de Lô, reconhecido popularmente como “o disco do tênis”, por conta da icônica capa do LP, produzida pelo fotógrafo Cafi.
Acompanhados pelo guitarrista Thiago Caldas, Paula e Pablo prometem reviver momentos marcantes da carreira de Lô Borges ao interpretarem clássicos como “Tudo que você podia ser”, “Nuvem cigana”, “Um girassol da cor de seu cabelo”, “Paisagem da janela” e “O trem azul”. Essas canções, que fazem parte do renomado álbum “Clube da Esquina”, lançado em 1972, são testemunhos do talento e da criatividade desse artista que deixou uma marca indelével na música brasileira.
A emoção é palpável entre os fãs que aguardam ansiosamente a apresentação. “Lô fez parte da minha vida desde cedo”, diz uma admiradora que planeja comparecer ao show. “Suas músicas têm o poder de me levar de volta a momentos especiais”, completa. A perspectiva de ouvir as canções que atravessaram gerações ao vivo é um convite à reflexão e à celebração do legado deixado por Lô Borges.
Ao longo do show, os homenageadores poderão não apenas reviver as canções, mas também compartilhar histórias e lembranças que ajudam a manter viva a memória do cantor. O evento promete ser um momento de união e celebração, reunindo fãs de todas as idades que foram tocados pela obra de Lô. “O que ele fez pela música é incomensurável e merece ser celebrado”, afirma um amigo de longa data do cantor.
O tributo a Lô Borges em Belo Horizonte não é apenas uma lembrança do passado, mas sim uma reafirmação do impacto duradouro que a sua música tem sobre as novas gerações. O Clube da Esquina, movimento que ajudou a moldar, continua a inspirar e ressoar. Em tempos onde a música prevalece como forma de conexão, a celebração da vida e da arte de Lô Borges se revela mais essencial do que nunca.
Assim, o show “Isto não se apaga” se transforma em um espaço de celebração, onde a memória e a música se entrelaçam, reafirmando a importância do legado de um dos maiores nomes da MPB. O público está ansioso para uma apresentação que, sem dúvidas, será marcada pela emoção e pela gratidão a Lô Borges, cujo legado permanece vivo nos corações e nas vozes de quem o admira.
