Investigação Abala Comunidade em Sabará
Um caso alarmante mobilizou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na região metropolitana de Belo Horizonte. Um idoso de 67 anos foi indiciado pelo estupro da própria neta, de apenas 13 anos, em Sabará. As informações sobre esse crime chocante foram amplamente divulgadas pela corporação em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (30). Segundo as investigações, o avô teria cometido abusos contra a criança ao longo de aproximadamente dois anos. É importante ressaltar que o indiciado já havia enfrentado problemas legais anteriormente, tendo sido preso pelo mesmo crime.
A história da menina é marcada por tragédias familiares. Após a morte do pai, ela foi conviver com o avô, uma decisão que parecia ser necessária, uma vez que a mãe da menina era usuária de drogas e não tinha condições de cuidar dela e de seus dois irmãos. No entanto, o que poderia ser um novo começo transformou-se em um pesadelo. A vítima declarou aos policiais que o avô a presenteava frequentemente e a tratava de forma diferente em comparação aos outros netos, o que inicialmente a fez confundir essas atitudes com carinho.
Detalhes do Abuso Revelam um Cenário Preocupante
Com o passar do tempo, a relação entre a menina e o avô se deteriorou. Em um dos relatos, a jovem recordou um episódio perturbador em que acordou durante a noite e encontrou o avô na beira de sua cama se masturbando. Em outra situação, enquanto jogava no celular dele, o idoso enviou mensagens sugestivas através do telefone da esposa, deixando a menina confusa e sem entender a gravidade da situação. O panorama se agravou em setembro de 2025, quando, após uma festa, o avô forçou a menina a ter relações sexuais com ele. A partir desse incidente, os abusos tornaram-se frequentes, ocorrendo pelo menos duas vezes ao mês.
Outro detalhe alarmante é a conivência da avó, que também residia na casa. De acordo com investigações, a mulher teria ciência dos abusos e, em vez de proteger a neta, fez comentários degradantes, chamando-a de “safada” e insinuando que ela estava “seduzindo” o marido. A delegada da Delegacia da Mulher de Sabará, Joana Maralha, comentou sobre a gravidade da omissão da avó, que será indiciada por estuprar uma vulnerável devido à sua falta de ação diante dos abusos.
Prisão e Preocupações com a Liberdade do Suspeito
O homem foi preso no dia 26 de fevereiro de 2026, após a denúncia dos abusos. Em entrevista, a delegada expressou preocupações de que, devido à idade avançada do idoso, a prisão pudesse ser convertida em uma medida menos severa, como o uso de tornozeleira eletrônica. “Com a idade dele, pode haver a possibilidade de prisão domiciliar, mas considerando que os abusos ocorreram no lar da vítima, essa alternativa seria ineficaz”, avaliou.
Histórico Preocupante de Abusos
Vale lembrar que este não é o primeiro episódio envolvendo o indiciado. Ele já havia sido preso em 2018 por ter estuprado uma vizinha de 12 anos e foi libertado em 2020, permanecendo com tornozeleira eletrônica até 2025. Durante as investigações, outras familiares, incluindo duas filhas e uma sobrinha do homem, relataram ter sido também vítimas de abuso, mas esses casos nunca foram formalmente denunciados, pois não foram acreditadas pela avó, que chegou a expulsar uma das filhas de casa ao ouvir os relatos.
Atualmente, após sua prisão, as crianças envolvidas estão sob a tutela de uma tia, buscando uma nova chance de recuperação e proteção.
