Aumento da Inflação em Belo Horizonte
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), apresentou uma aceleração em março, registrando uma alta de 0,47%. Este valor se contrasta com a queda de 0,07% observada em fevereiro. No acumulado de 2024, a inflação em Belo Horizonte já alcançou 1,52%. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada foi de 3,50%, indicando um cenário inflacionário crescente na região.
Um dos fatores que contribuiu significativamente para esse aumento foi o grupo de alimentação, que viu um acréscimo de 0,89% em março. Essa alta foi impulsionada por aumentos em dois subgrupos específicos: alimentação na residência, que subiu 1,06%, e alimentação fora da residência, com incremento de 0,70%.
Impacto do Preço dos Alimentos
Todos os itens dos dois subgrupos de alimentação apresentaram aumento de preço no terceiro mês do ano, com destaque para os alimentos in natura, que subiram 3,33%. Alimentos em elaboração primária também registraram alta de 1,53%. Além disso, o custo das bebidas em bares e restaurantes aumentou 1,31%, enquanto as refeições em restaurantes tiveram uma alta de 0,64%. Os alimentos industrializados, por sua vez, subiram 0,29%. Esses números revelam que o setor da alimentação está enfrentando desafios significativos, refletindo diretamente no bolso do consumidor belo-horizontino.
No segmento de produtos não alimentares, o IPCA-BH registrou um aumento de 0,38% em março. Entre os subgrupos, o de habitação foi o que mais se destacou, com um aumento de 0,85%. Devido ao seu peso no índice, a habitação se tornou o item de maior contribuição individual para o aumento do custo de vida na capital mineira.
Contribuições de Outros Grupos para a Inflação
Os preços de produtos e serviços pessoais também subiram, com uma alta de 0,16% no mês de março, influenciados principalmente pelas despesas pessoais, que aumentaram 0,17%. A inflação dos produtos administrados — que incluem transporte, comunicação, energia elétrica, combustíveis, água e IPTU — ficou em 0,51% em março, contribuindo ainda mais para a pressão inflacionária em Belo Horizonte.
Dentre os itens que registraram as maiores altas de preços, destacam-se o conserto de automóvel, com 9,33%, e a gasolina comum, que subiu 2,33%. Outros itens que também impactaram o índice incluem mão de obra, com alta de 4,56% (abrangendo custos de pedreiros, marceneiros e eletricistas) e móveis para quarto, que tiveram um aumento significativo de 6,76%.
Inflacão entre as Famílias de Baixa Renda
As famílias de baixa renda, que recebem até cinco salários mínimos por mês, também enfrentaram uma aceleração na inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR-BH), que subiu 0,77% em março. Para comparação, em fevereiro, a inflação desse grupo havia sido de 0,26%. De acordo com o Ipead, a inflação acumulada no ano pelo IPCR-BH é de 1,52%, enquanto nos últimos 12 meses, esse indicador alcançou 3,29%, refletindo um desafio adicional para as famílias que já enfrentam dificuldades financeiras.
