Tragédia em Conselheiro Lafaiete
A morte da menina Thais Mariane, de apenas 11 anos, gerou uma onda de comoção em Conselheiro Lafaiete. A criança faleceu após complicações de saúde enquanto aguardava uma transferência para um hospital especializado. Thais, transplantada de fígado, estava internada no Hospital São Vicente de Paulo, onde permaneceu por quatro dias enfrentando sintomas graves, incluindo vômitos e evacuações com sangue.
Com o agravamento do seu estado, a menina foi transferida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Apesar do atendimento médico, Thais não conseguiu resistir.
Demora na Transferência
Marina Adriana Coelho, mãe da menina, relatou que vinha tentando a transferência da filha desde o início da piora. Segundo ela, a médica responsável pelo acompanhamento do transplante da criança, que está em São Paulo, enfatizou a necessidade urgente de levá-la a um hospital pediátrico especializado. Contudo, a transferência demorou mais do que o esperado.
No dia 5 de outubro, Marina fez um apelo nas redes sociais buscando apoio para conseguir a transferência rapidamente. Infelizmente, no mesmo dia, o estado de Thais se deteriorou e ela chegou a sofrer uma parada cardíaca. A transferência para o hospital em Belo Horizonte ocorreu somente na madrugada do dia 7.
Despedida e Revolta nas Redes Sociais
O corpo da menina foi velado no Jardim do Éden, em Conselheiro Lafaiete, e o sepultamento aconteceu no domingo, 8 de outubro, às 10h, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição. A morte de Thais causou indignação e tristeza nas redes sociais, onde moradores e familiares pediram explicações sobre a lentidão no atendimento e os procedimentos de transferência hospitalar.
Esse triste episódio levanta importantes questionamentos sobre o funcionamento do sistema de regulação de vagas hospitalares, além da estrutura disponível para atender pacientes transplantados, especialmente em situações de emergência. Além disso, a sociedade cobra um olhar mais atento dos responsáveis pela saúde pública, para que situações semelhantes não se repitam no futuro.
