Paciente de Formiga Diagnostica Mpox
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a confirmação do quinto caso de Mpox no estado em 2026. O novo diagnóstico foi registrado em um paciente da cidade de Formiga, localizada na região oeste de Minas, com a confirmação ocorrida no dia 24 de fevereiro. Essa atualização ressalta a necessidade de atenção e vigilância em relação à doença.
Até agora, os casos anteriormente relatados incluem três ocorrências na capital, Belo Horizonte, e uma em Contagem. A SES-MG informou que todos os pacientes diagnosticados apresentaram evolução positiva para a cura e, felizmente, não houve registros de óbitos relacionados à doença até o momento.
Panorama Nacional da Mpox
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde contabilizou um total de 97 casos de Mpox em 2026. A maior parte das infecções ocorre entre homens na faixa etária de 30 a 39 anos, totalizando 46 casos. No que diz respeito à distribuição geográfica, São Paulo lidera o ranking com 63 casos, seguido do Rio de Janeiro com 15, Rondônia com 4, além de Rio Grande do Sul e Santa Catarina com 2 e 1 caso, respectivamente.
O que é a Mpox?
A Mpox é uma enfermidade causada pelo vírus Mpox (MPXV), classificada como uma doença zoonótica viral. A transmissão do vírus para seres humanos pode ocorrer através do contato próximo com indivíduos infectados, especialmente em contextos sexuais. O tempo entre a exposição ao vírus e o surgimento dos primeiros sintomas pode variar de três a 16 dias.
Os sintomas iniciais incluem febre abrupta, dores de cabeça, dores musculares, desconforto nas costas, aumento dos gânglios linfáticos, calafrios e fadiga. Após um período de três dias, os indivíduos podem começar a apresentar lesões cutâneas.
Tratamento e Prevenção
O tratamento da Mpox é focado em medidas de suporte clínico, com o intuito de aliviar os sintomas e tratar possíveis complicações, evitando sequelas. A vacinação está disponível exclusivamente para grupos considerados de alto risco para o desenvolvimento de formas mais severas da doença. Isso abrange:
- Pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentem imunossupressão (contagem de CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), incluindo especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais;
- Profissionais de laboratório que tenham contato direto com Orthopoxvírus;
- Pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação das autoridades de saúde.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção é primordial e deve ser orientada pela evitação de contato direto com indivíduos com suspeita ou confirmação da doença. Nos casos em que o contato for necessário, como no atendimento por profissionais da saúde, recomenda-se o uso de luvas, máscaras e óculos de proteção. Além disso, pessoas infectadas devem evitar o compartilhamento de itens pessoais, como toalhas, roupas e lençóis, a fim de reduzir o risco de transmissão.
