Investigação em Andamento
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está no encalço de respostas sobre duas mortes ocorridas na Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, localizada em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O intervalo entre os falecimentos dos detentos, Wender Keven Oliveira Santana, de 28 anos, e Luciano de Souza Rosa, de 47 anos, foi de apenas uma semana, o que levanta questões sobre a segurança e as condições dentro da unidade prisional.
O mais recente caso, que ocorreu no sábado (4), foi alarmante. Wender Keven foi encontrado pendurado por uma corda artesanal na grade da janela do banheiro de sua cela. Policiais penais foram chamados ao local, mas, ao chegarem, já era tarde demais; o detento não apresentava sinais vitais.
Por sua vez, Luciano de Souza Rosa havia sido encontrado desacordado em sua cela no dia 28 de março. Ele foi levado imediatamente para um hospital público, mas apesar das tentativas de socorro, não conseguiu sobreviver. As circunstâncias em que ambos os detentos perderam a vida agora são objeto de investigação minuciosa.
Histórico dos Detentos
Luciano, que estava no sistema desde 8 de fevereiro de 2025, tinha um histórico de passagens pela polícia que remontam a 2015. Já Wender foi encarcerado na mesma penitenciária em 24 de março de 2026 e também possuía registros anteriores no sistema prisional desde 2017. A semelhança em suas trajetórias, além da coincidência temporal de suas mortes, poderia sugerir um padrão de vulnerabilidade entre os detentos.
A administração da Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria se comprometeu a investigar os casos. No caso de Wender, três dos presos que compartilhavam a cela com ele serão ouvidos durante as apurações internas. O objetivo é esclarecer os fatos e garantir que todas as medidas necessárias sejam tomadas para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.
A sociedade aguarda ansiosamente por respostas, e especialistas em segurança pública questionam se as condições nas unidades prisionais estão sendo devidamente monitoradas, especialmente quando se trata da saúde mental e segurança dos detentos. Medidas rigorosas e transparência nas investigações são fundamentais para restabelecer a confiança no sistema prisional.
