Morte de ‘Sicário’ e suas Implicações no Crime Organizado
A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, confirmou seu falecimento na noite desta sexta-feira (6). O indivíduo, que estava sob a mira da Polícia Federal (PF) por suas ligações com o crime organizado, faleceu no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde estava internado desde quarta-feira (4) após tentativas de suicídio durante sua custódia.
A nota do advogado Robson Lucas da Silva esclareceu que o óbito foi declarado às 18h55, após o término do protocolo de morte encefálica, iniciado na manhã do dia 6. O corpo de Mourão será encaminhado ao Instituto Médico Legal para os devidos trâmites legais.
Histórico de ‘Sicário’
Luiz Mourão era um dos principais nomes nas investigações da PF, ligado a um grupo criminoso denominado ‘A Turma’, do qual também fazia parte Daniel Vorcaro. De acordo com as autoridades, Mourão tinha um papel crucial na coordenação de atividades que incluíam a obtenção de informações e o monitoramento de indivíduos, além de realizar extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos.
Entre as ações realizadas por ‘Sicário’, destacava-se o acesso indevido a bancos de dados de instituições de segurança pública e investigações, como a própria Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), além de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.
Atividades Criminosas e Intimidatórias
Além de suas funções de coleta de dados, Mourão também estava envolvido em ações para remover conteúdos e perfis de usuários em plataformas digitais, visando proteger os interesses do grupo criminoso. Ele era responsável por coordenar e mobilizar equipes que realizavam as operações da organização.
As investigações indicam que Mourão atuava, ainda, para intimidar ex-colaboradores do Master, levantando dados sobre essas pessoas. Em uma das conversas interceptadas, ‘Sicário’ participou de um diálogo com Vorcaro, onde este último solicitava a organização de um assalto e expressava intenções violentas contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Esquema de Agiotagem Revelado
A CNN Brasil obteve confirmação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre as denúncias contra Luiz Mourão, que teria movimentado cerca de R$ 28 milhões em contas de empresas vinculadas a ele em um esquema de pirâmide financeira. As transações ilegais ocorreram entre junho de 2018 e julho de 2021, com o objetivo de atrair investidores para o esquema.
Luiz Mourão é réu em uma ação do MPMG, que investiga sua participação em crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular. A morte de ‘Sicário’ levanta questões sobre o futuro das investigações e a continuidade das operações contra o crime organizado em Minas Gerais.
