Homenagem ao Museu Negro do Futebol na ALMG
O Museu Negro do Futebol, criado pela Escola Estadual Melo Viana, localizada em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), recebeu uma homenagem especial na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na segunda-feira (6). O projeto coletivo, desenvolvido por professores e estudantes do ensino médio, traz uma exposição que narra a trajetória da população negra no futebol brasileiro.
A mostra já foi exibida no Museu Brasileiro do Futebol (MBF), situado no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, e reúne biografias de atletas importantes, além de réplicas de camisas da seleção brasileira usadas por jogadores como Pelé e Formiga.
Reconhecimento e debate sobre educação e esporte
A audiência pública que celebrou o projeto foi promovida pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG, a pedido da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT). Durante a cerimônia, a parlamentar ressaltou a relevância da iniciativa, destacando a necessidade de aprofundar o debate sobre o papel da educação no futuro do esporte brasileiro.
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“O que vocês apresentaram na exposição reflete muito sobre o futebol nacional. Precisamos valorizar projetos como este que surgem nas escolas, mesmo diante das dificuldades cotidianas”, afirmou Beatriz Cerqueira.
Importância para a identidade e superação do racismo estrutural
Membros da comunidade escolar enfatizaram a importância do museu para os jovens negros, especialmente considerando os desafios impostos pelo racismo estrutural e a falta de incentivo ao acesso ao esporte. O professor Humberto da Silva Pereira destacou que a escola está inserida em uma comunidade predominantemente preta e parda, onde muitos estudantes passaram a reconhecer sua identidade étnica e sua contribuição para o futebol.
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“Se o futebol brasileiro é reconhecido mundialmente e acumula tantos títulos, é graças ao protagonismo dos pretos e pardos”, reforçou o professor.
