Iniciativa Focada na Segurança da População
Nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, o Governo de Minas Gerais, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), anunciou o Plano Estadual de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos, que se estende até 2031. A proposta visa estabelecer uma política pública robusta com o objetivo de reduzir riscos, proteger a população e incrementar a eficácia nas ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de eventos tecnológicos no estado.
A solenidade de lançamento ocorreu na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e contou com a presença de representantes de diversas secretarias estaduais, instituições estratégicas e gestores municipais. O evento simboliza um esforço conjunto em promover um ambiente colaborativo e uma governança transversal entre os diferentes órgãos do governo.
Inovações e Governança Colaborativa
Entre as inovações propostas, destaca-se a criação de um programa estadual com orçamento específico destinado ao enfrentamento de desastres tecnológicos, além da formação de um Comitê Gestor para coordenar as ações necessárias. O plano também introduz uma abordagem focada em harmonizar as relações entre empresas, empreendimentos e as comunidades que possam ser impactadas por desastres.
Outro aspecto importante do documento é a consideração da dimensão psicossocial, levando em conta as necessidades das pessoas afetadas e vulneráveis durante crises. Segundo o coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, coordenador estadual de Defesa Civil, este plano representa uma nova fase de integração e planejamento. “Vencer os desafios atuais requer a união de esforços. A Defesa Civil funciona como um sistema, não é um órgão isolado. Precisamos trabalhar juntos, cada um contribuindo com seu protagonismo”, enfatizou durante a apresentação do plano.
Compromisso com a Vida e Prevenção de Acidentes
Ao discutir a importância do aspecto humano nos desastres tecnológicos, o coronel Rezende ressaltou o compromisso do governo em preservar vidas. Ele destacou a relevância da participação da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum) na elaboração do plano. “Temos uma missão em comum: garantir que tragédias como essa não se repitam. Nosso esforço é contínuo para evitar mortes, tanto em situações de mineração, quanto durante períodos chuvosos ou em outros desastres”, afirmou.
Bruno Rodrigues Caldeira, coordenador municipal de Defesa Civil de Malacacheta, também comentou sobre a importância do plano. “Esse avanço é fundamental para nós, enquanto Defesa Civil Municipal. A implementação do Plano Estadual de Enfrentamento aos Desastres Tecnológicos é uma resposta necessária a um tema que se torna cada vez mais relevante em nosso cotidiano, colocando Minas Gerais na vanguarda nacional”, disse.
Um Marco Institucional para Minas Gerais
O plano se estabelece como um marco institucional tanto para Minas Gerais quanto para o Brasil, refletindo o papel de destaque do estado diante de sua vasta extensão territorial. Ele aborda os desafios estruturais e os impactos humanos, ambientais e materiais que ocorreram na última década, além de considerar os frequentes acidentes na malha de transportes que atravessa o território mineiro. A expectativa é que essa nova abordagem não apenas proteja a população, mas também crie um modelo a ser seguido por outros estados do país, promovendo um futuro mais seguro e consciente em relação à gestão de desastres tecnológicos.
