Resultados e Projeções da Anglo American
No primeiro trimestre de 2024, entre janeiro e março, a Anglo American registrou uma produção de 6,4 milhões de toneladas (t) de minério de ferro no Sistema Minas-Rio. Comparado ao mesmo período do ano anterior, houve uma leve variação negativa de 1,4%, mantendo a produção praticamente estável.
A companhia atribuiu a estabilidade operacional à melhora na utilização da planta, beneficiada pela consistência na alimentação de minério durante a temporada chuvosa. Apesar da leve queda, o desempenho é considerado positivo, especialmente diante da redução do teor de ferro observado neste período.
Para 2026, a Anglo American mantém suas projeções de produção do complexo localizado em Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas Gerais, que deve variar entre 24 a 26 milhões de t. Em 2025, a companhia já havia produzido 24,8 milhões de t nessa unidade, reforçando suas expectativas otimistas para os próximos anos.
Desempenho Global e Impactos do Mercado
No cenário global, a Anglo American também reportou uma leve retração de 1,5% na produção de minério de ferro no primeiro trimestre, totalizando 15,2 milhões de t. Além de Minas-Rio, a mineradora opera na África do Sul, especificamente em Kumba, onde a produção caiu em 1,6%, atingindo 8,8 milhões de t.
Durante o balanço financeiro divulgado no dia 28, o CEO da Anglo American, Duncan Wanblad, avaliou que a companhia teve um início de ano robusto em seu segmento, alinhando-se aos planos de mineração. “No minério de ferro premium, Kumba e Minas-Rio apresentaram desempenhos operacionais consistentes”, afirmou Wanblad.
Ele também destacou que, apesar da volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio, a empresa está conseguindo manter sua cadeia de suprimentos estável, uma estratégia essencial para mitigar impactos adversos, como a inflação de custos. A situação no mercado continua a exigir adaptações e vigilância constante.
Produção de Níquel e Mudanças Estruturais
Em relação à produção de níquel nas operações de Goiás, a Anglo American registrou uma queda de 7,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com 9,1 mil t produzidas nos primeiros três meses de 2024. Segundo a mineradora, essa diminuição se deve a paradas programadas para manutenção nas unidades de Barro Alto e Codemin.
A CEO da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, ressaltou que, apesar da retração, a empresa continua comprometida em oferecer produtos de alta qualidade e espera um aumento gradual na produção de níquel a partir do segundo trimestre deste ano. Essa expectativa é vista como um reflexo da recuperação das operações e da eficiência buscada pela empresa.
Acordo e Fusão com a Teck Resources
Um ponto significativo a ser destacado é o acordo firmado em fevereiro de 2025, que envolve a venda de ativos goianos e dois projetos em desenvolvimento em Pará e Mato Grosso para a MMG Singapore Resources. Este processo está atualmente sob análise da Comissão Europeia para aprovação antitruste.
Além disso, no primeiro trimestre de 2024, a Anglo American obteve a aprovação antitruste da Coreia do Sul para a fusão com a Teck Resources. A última etapa pendente envolve a aprovação da China, que deve ser concluída entre setembro deste ano e março de 2027, conforme os planos da mineradora.
