Conexão com a Cultura Local
O Largo do Rosário, um dos ícones do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, será o palco da próxima edição do Projeto “Expedições do Patrimônio”. Esta iniciativa, promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, tem como propósito fomentar o conhecimento e a preservação dos bens culturais da cidade. A 33ª edição ocorrerá no sábado, dia 24, a partir das 9h, alinhando-se às celebrações do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado na última quarta-feira (21).
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo Portal da PBH, com vagas limitadas. Mediada por Patrícia Urias, a atividade contará com a presença de importantes figuras culturais, como o capitão regente da Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário do Bairro Alto dos Pinheiros, Geraldo Antônio da Silva; Isabel Casimira Gasparino, Rainha da Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário; o professor e historiador Mauro Francisco Gonçalves Júnior; o pastor evangélico Fillipe Gibran; e Pai Ricardo de Moura, coordenador do Centro e Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO).
Público-Alvo e Objetivos
A atividade é voltada para estudantes de graduação de diversas áreas, educadores da rede pública e privada, gestores e mediadores de espaços culturais, além de pesquisadores e interessados em discutir o Patrimônio Cultural. O Projeto “Expedições do Patrimônio” oferece um espaço de diálogo e reflexão sobre a importância da cultura e da história local, promovendo uma imersão única no patrimônio imaterial da cidade.
Um Pouco da História do Largo do Rosário
O Largo do Rosário é um espaço carregado de história, nomeado em homenagem à Igreja do Rosário, inaugurada em 1819, e seu cemitério, aberto em 1811. Ambas as construções foram erigidas pela Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, no antigo Arraial do Curral del Rey, um marco significativo na formação da identidade cultural belohorizontina. Localizado nas proximidades das ruas Bahia, Aimorés e Espírito Santo, assim como da Avenida Álvares Cabral, o Largo é um testemunho do passado e da riqueza cultural da região.
Reconhecendo sua importância, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH) registrou, em 2022, o Largo do Rosário como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade. Esse registro destaca a relevância do local, que agora está inscrito no Livro dos Registros dos Lugares, sendo assim reconhecido por seu valor histórico, social e cultural.
Histórico do Projeto “Expedições do Patrimônio”
Desde seu lançamento em 2019, o projeto “Expedições do Patrimônio” tem se destacado como uma ação educativa promovida pela Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura. A cada edição, o objetivo é permitir que os participantes aprofundem seus conhecimentos sobre os bens materiais e imateriais que constituem o riquíssimo Patrimônio Cultural de Belo Horizonte.
A primeira edição do projeto lançou luz sobre o Ofício dos Lambe-lambes, que foi o primeiro bem a receber o título de Patrimônio Cultural Imaterial da cidade. Desde então, o projeto já explorou temas variados como a Praça da Estação e o Conjunto Moderno da Pampulha, o Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH), bem como festividades como as Festas de Iemanjá e a cultura dos Quilombos Urbanos, reafirmando a importância da diversidade cultural de Belo Horizonte.
