Suspensão de Turmas Mobiliza a Comunidade
TIMÓTEO – Neste sábado (21), uma manifestação em frente à Escola Estadual João Cotta reuniu alunos, pais, professores e moradores do distrito de Cachoeira do Vale, em Timóteo. O protesto foi provocado pela decisão da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, que não autorizou a abertura de novas turmas na instituição.
Segundo informações repassadas pela comunidade escolar, a Secretaria não liberou nem o 1º período da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nem o 1º ano do curso Técnico em Segurança do Trabalho. Essa decisão deixou mais de 50 estudantes sem acesso às aulas neste ano letivo, o que gerou preocupação e indignação entre os envolvidos.
Indignação dos Dirigentes da Escola
A vice-diretora da Escola João Cotta, Renata Liberato, expressou sua frustração com a falta de comunicação prévia sobre a medida. Ela revelou que a escola só recebeu a notificação após as turmas já estarem formadas, o que causou uma revolta significativa entre alunos e suas famílias. “Fomos pegos de surpresa. Deveríamos ter sido informados antes, para que pudéssemos nos preparar e buscar alternativas”, declarou.
Renata ainda enfatizou a importância do EJA como uma oportunidade crucial para jovens e adultos que desejam concluir seus estudos. “Estamos falando de um público que depende dessa modalidade de ensino para ter uma chance no mercado de trabalho”, destacou.
Impasse na Educação e o Futuro dos Estudantes
A Escola Estadual João Cotta é vista como referência na região, desempenhando um papel fundamental na formação educacional e profissional da comunidade local. Para os manifestantes, a suspensão das turmas não apenas compromete o futuro de dezenas de estudantes, mas também representa um retrocesso no desenvolvimento do distrito de Cachoeira do Vale.
Os protestantes argumentam que a falta de novas turmas prejudica a inclusão educacional e, consequentemente, o potencial de crescimento econômico da região. “Estamos lutando por um direito básico, que é o acesso à educação. Sem isso, nossos jovens ficarão à margem”, afirmaram durante a manifestação.
Alternativas em Debate
Conforme informações obtidas pela JBN, as turmas que deveriam funcionar na Escola João Cotta agora serão transferidas para a Escola Estadual Antônio Silva, localizada no Centro Norte da cidade de Timóteo, nas proximidades do Terminal Rodoviário. Essa mudança levanta novas preocupações sobre a logística e a acessibilidade para os estudantes que dependem do transporte público.
Além disso, a comunidade questiona se essa solução realmente atenderá à demanda de alunos que já estavam preparados e matriculados na Escola João Cotta. “Não é só uma questão de mudar de lugar. Os alunos têm que enfrentar novos desafios e, em muitos casos, o deslocamento pode ser um obstáculo maior”, afirmou um dos pais presentes no protesto.
Essa situação evidencia a necessidade urgente de um diálogo mais próximo entre a Secretaria de Educação e as comunidades escolares, a fim de garantir que as demandas dos estudantes sejam ouvidas e atendidas. Em tempos onde a educação é essencial para o progresso social, a luta pela manutenção das turmas na Escola Estadual João Cotta reflete um clamor por justiça e oportunidades iguais.
