Alternativas para a Sucessão Governamental
Com a indefinição sobre a participação de Rodrigo Pacheco (PSD) na disputa pelo governo de Minas Gerais, lideranças do PT no estado estão explorando novas opções para a sucessão de Romeu Zema (Novo). Entre os nomes considerados, destaca-se Sandra Aguiar, atual reitora da UFMG, que, até o momento, era cogitada para uma vaga na Câmara dos Deputados.
A possibilidade de Sandra se candidatar ao governo mineiro é impulsionada por sua imagem inovadora no cenário político, uma vez que ela não possui histórico de derrotas ou desgaste público significativo. Essa característica, na avaliação interna do PT, pode resultar em índices de rejeição bem mais baixos, o que é crucial em um ambiente eleitoral competitivo. Seu perfil técnico, aliado a uma sólida formação acadêmica, é bem visto por segmentos do partido que defendem a busca por soluções locais.
Minas Gerais: Um Território Estratégico
Com mais de 16 milhões de eleitores, Minas se destaca como um importante “termômetro” para as eleições presidenciais, tornando-se um espaço vital para qualquer partido que almeje sucesso em pleitos futuros.
Em entrevista à CartaCapital, Sandra Aguiar comentou que tem mantido diálogo com diversas lideranças políticas no estado, embora seu foco permaneça em concluir seu mandato na UFMG. “Fico satisfeita com a menção ao meu nome, pois acredito que seja resultado do trabalho sério e reconhecido na universidade. Contudo, qualquer movimentação nesse sentido precisa ser construída coletivamente, e estou aberta ao diálogo após minha gestão”, afirmou.
Outro nome cogitado como possível candidato é Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, porém as discussões a respeito de sua candidatura ainda não avançaram de forma significativa.
As Expectativas do PT e a Resistência de Pacheco
Apesar das tentativas de encontrar uma alternativa viável, o PT ainda nutre esperanças de que Pacheco aceite o convite de Lula para concorrer ao governo de Minas. O senador, que há tempos é considerado uma opção competitiva devido ao seu perfil moderado e suas boas relações com prefeitos de diferentes matizes políticos, incluindo os de direita, continua sendo a aposta do partido.
Lula e a cúpula petista têm insistido na importância de Pacheco como um reforço crucial para a campanha de reeleição do presidente. No entanto, até o momento, o senador tem resistido a essa ideia. Ele já afastou a possibilidade de se candidatar “solo”, sem o apoio de uma ampla coalizão de partidos centristas, e manifestou anteriormente seu desejo de ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
No mês passado, após a confirmação de que não seria escolhido por Lula para ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso no STF, Pacheco informou ao presidente que pretendia se afastar da vida pública em 2026 para retornar à advocacia. Contudo, Lula, ao ouvir essa notícia, sugeriu que Pacheco consultasse sua base política em Minas antes de tomar uma decisão definitiva.
Os líderes do PT acreditam que o comunicado de Pacheco não é definitivo. Nos últimos dias, colaboradores do senador transmitiram ao diretório do partido que ele ainda considera a possibilidade de se candidatar ao governo. Uma fonte próxima ao senador revelou que ele está ouvindo aliados sobre a chance de migrar para o União Brasil e que deverá oficializar sua decisão até o final de fevereiro.
