Como os Criminosos Acessaram o Sistema do CNJ?
No último sábado (20), um grupo de quatro detentos conseguiu deixar o Ceresp Gameleira, localizado em Belo Horizonte, após hackers invadirem o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e fraudarem ordens de soltura. Esses indivíduos haviam sido detidos em 10 de dezembro de 2025, juntamente com outras cinco pessoas, todas suspeitas de fazer parte de uma organização criminosa que acessava ilegalmente o sistema judiciário.
Os homens deixaram a prisão como resultado de suas próprias ações criminosas: a manipulação de alvarás. Até a noite de terça-feira (23), apenas um deles tinha sido recapturado, enquanto os demais permaneciam foragidos.
Como os Hackers Conseguiram Acessar o Sistema?
De acordo com as investigações, a quadrilha utilizava credenciais de juízes — logins e senhas — para acessar o sistema do CNJ. O método exato pelo qual essas informações caíram nas mãos dos criminosos ainda não foi esclarecido. Com esse acesso, os hackers conseguiam simular decisões judiciais e alterar dados de processos sensíveis.
O Que Motivou o Grupo?
A investigação revelou que a organização atuava em várias frentes dentro do sistema de Justiça. Entre as ações ilícitas que estavam sendo investigadas, destacam-se:
- Emissão fraudulenta de alvarás de soltura, como ocorreu no último sábado;
- Manipulação de mandados de prisão, o que comprometeria o cumprimento de decisões judiciais;
- Desbloqueio de valores retidos, permitindo desvios de recursos;
- Liberação irregular de veículos apreendidos, alterando seu status.
Detalhes sobre a Liberação dos Detentos
A liberação irregular dos detentos ocorreu após ordens judiciais serem inseridas no Banco Nacional de Mandados de Prisão, que integra o sistema do CNJ. Com essas informações, a Secretaria de Justiça do estado de Minas Gerais foi notificada para proceder com a liberação dos prisioneiros.
O Destino dos Detentos Libertados
Dos quatro detentos que foram soltos irregularmente do Ceresp Gameleira, apenas um foi recapturado. Os outros três continuam foragidos e estão sendo procurados pelas autoridades.
Quem São os Foragidos?
Os detentos foragidos são:
- Ricardo Lopes de Araujo: preso desde 10 de dezembro de 2025, com duas passagens anteriores;
- Wanderson Henrique Lucena Salomão: também preso desde a mesma data, com três passagens;
- Nikolas Henrique de Paiva Silva: primeira passagem pelo sistema prisional;
- Júnio Cezar Souza Silva: preso desde 10 de dezembro de 2025, com três passagens, recapturado na noite de segunda-feira (22).
O Que Disse o CNJ?
O Conselho Nacional de Justiça declarou que não houve falha estrutural em seus sistemas. A entidade explicou que as credenciais verdadeiras foram utilizadas de maneira fraudulenta e que todas as decisões falsas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas, sem indícios de falhas sistêmicas ou envolvimento de servidores.
Informações do TJMG
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que as ordens fraudulentas foram anuladas e que os alvarás não foram assinados por juízes. Mandados de prisão foram restabelecidos e forças de segurança foram mobilizadas para a recaptura dos foragidos.
Medidas do Governo de Minas Gerais
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou que o estado irá atrasar o cumprimento das ordens de soltura para verificar a autenticidade das decisões judiciais, em resposta ao ocorrido.
O Caso Está Sob Investigação?
Sim, tanto a Secretaria de Segurança Pública quanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais estão investigando o caso. As autoridades buscam entender todos os detalhes envolventes nesta grave violação da segurança do sistema judiciário.
