O Papel da Segurança no Ambiente Corporativo
Nos últimos anos, o investimento em segurança do trabalho transcendeu a mera obrigação legal, emergindo como um elemento essencial para a eficiência nas empresas. A criação de uma cultura de prevenção está diretamente ligada ao aprimoramento do desempenho operacional e ao engajamento dos colaboradores.
Dados do Ministério da Previdência Social evidenciam a relevância dessa temática no contexto brasileiro. No estado de Minas Gerais, o número total de acidentes de trabalho cresceu de 65.913, em 2022, para 84.985 registrados em 2024, um aumento alarmante que exige atenção imediata.
A Influência da Cultura Organizacional
Um estudo conduzido pela comunidade do MSD Pledge, em parceria com o MSD Solutions Lab do National Safety Council (NSC), revelou que organizações com culturas de segurança robustas apresentam resultados significativamente melhores. O levantamento indica que a eficácia da prevenção não está necessariamente atrelada ao tamanho da empresa ou à longevidade de seus programas de segurança.
Segundo a pesquisa, o sucesso operacional é impulsionado por três fatores principais: o envolvimento dos trabalhadores da linha de frente nas decisões sobre as suas tarefas, a utilização de tecnologias para antecipar riscos antes de lesões ocorrerem, e a construção de uma confiança recíproca entre os diferentes níveis hierárquicos da organização.
Quando a liderança se compromete de forma genuína a oferecer ferramentas e equipamentos adequados, os colaboradores tendem a se engajar mais ativamente nos processos e a confiar na gestão. Tal atitude resulta em operações não apenas mais seguras, mas também mais eficientes.
Importância da Medição e Acompanhamento de Indicadores
O relatório do National Safety Council também destaca a relevância do monitoramento de “indicadores de liderança”, que são dados proativos que avaliam o desempenho do sistema de segurança antes que um incidente se concretize.
A análise demonstra que acompanhar a realização de avaliações de risco e os treinamentos finalizados é um forte indicativo da diminuição de problemas futuros. Por outro lado, empresas que se concentram exclusivamente em dados retrospectivos, como a frequência de faltas ou os pedidos de auxílio-doença, acabam por exercer menos controle sobre a produtividade.
Desafios e Oportunidades para as Empresas
Apesar dos progressos alcançados, o relatório do NSC revela que muitas organizações ainda priorizam soluções pontuais, como o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), ao invés de promover uma melhoria na forma como o trabalho é realizado. Outro aspecto relevante é a consideração de fatores não físicos, como o estresse mental, que também impactam a segurança no trabalho.
Quase todas as empresas consultadas pelo estudo reconhecem que fatores psicológicos são contribuintes para acidentes. Entretanto, metade delas ainda carece de métodos adequados para mensurar esses efeitos. Para o National Safety Council, estabelecer metas claras para a redução de riscos é vital para assegurar o crescimento contínuo e sustentável das organizações.
