Investigação da Operação Compliance Zero
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal (PF) na manhã de quarta-feira (4), em Belo Horizonte, está sob cuidados médicos após ter sido reanimado durante sua custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. As informações indicam que o investigado teria atentado contra a própria vida. Segundo os relatos, ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital João XXIII, onde, na noite do mesmo dia, estava sob a suspeita de morte cerebral, conforme informou a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais. Até o fechamento desta matéria, às 8h43 desta quinta-feira (5), tanto a PF quanto a secretaria não haviam confirmado oficialmente o falecimento.
Mourão é identificado nas investigações como um operador de inteligência informal do grupo liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Nos registros telefônicos de Vorcaro, Mourão é conhecido pelo apelido “Sicário” e, segundo a PF, sua função envolvia o monitoramento e a coleta de informações sigilosas sobre pessoas vistas como adversárias aos interesses do grupo. O mandado de prisão de Mourão foi emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fraudes no Banco Master
A Operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025, investiga uma série de fraudes no Banco Master. As irregularidades incluem a emissão de títulos de crédito sem lastro, corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças e invasão de dispositivos informáticos, com um rombo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Na mesma data da prisão de Mourão, o banqueiro Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, também tiveram suas prisões preventivas mantidas pela Justiça Federal em São Paulo e foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos.
