Ação Policial e Confronto Fatal
Na manhã de domingo, 18 de janeiro, um traficante identificado como Richard Douglas Santos, de 26 anos, foi morto em um confronto com a Polícia Militar de Minas Gerais, na localidade conhecida como Beco do Rato Molhado, no bairro Paraíso, na região Leste de Belo Horizonte. As autoridades acreditam que o grupo ao qual ele pertencia possuía laços com facções criminosas que disputam o controle do tráfico no Aglomerado da Serra. Durante a ação, um outro suspeito foi detido, enquanto outros dois conseguem fugir.
Segundo o capitão Tiago Ferreira, Santos já tinha um histórico criminal que incluía passagens por tráfico de drogas, tentativa de homicídio e furto. No momento do confronto, ele estava utilizando uma tornozeleira eletrônica que havia sido envolta em papel-alumínio, possivelmente na tentativa de bloquear o sinal do dispositivo.
Reféns e Negociação
No desenrolar do confronto, o comparsa de Santos, um homem de 35 anos com um mandado de prisão em aberto, também foi ferido e tentou escapar. Em sua fuga, ele invadiu uma casa na Vila Paraíso e fez uma família refém. “Ele escondeu o fuzil sob o cobertor de uma cama”, revelou o capitão Tiago, que relatou a tense situação no local.
Durante a abordagem, o suspeito estava imobilizando uma idosa, mas, após negociações com a polícia, decidiu se entregar. Dentro da residência estavam a idosa, outra mulher e duas crianças, e felizmente ninguém ficou ferido. As investigações se ampliam para identificar a possível conexão do grupo com facções criminosas que operam na área.
Investigação em Andamento
Embora os dois fugitivos já tenham sido identificados, a Polícia Militar continua suas buscas. O capitão Tiago Ferreira destacou que, apesar das ações, ainda não é possível afirmar a associação exata do grupo com facções específicas. “A crescente presença da PM nas vilas do aglomerado tem gerado desconforto entre os criminosos”, afirmou. Ele solicitou que a população colabore com informações através de denúncias anônimas.
O capitão também comentou sobre a operação de segurança em curso: “Estamos implementando um modelo de atuação aqui na Serra que, em breve, será expandido para outros aglomerados da capital. Não há domínio de facção, pois em Minas Gerais não existe local onde dois policiais não possam entrar e sair a qualquer momento”, concluiu.
O Confronto e a Apreensão de Armas
O confronto teve início durante um patrulhamento de rotina na região de Santa Efigênia, quando a viatura policial avistou um Hyundai i30 prata, que estava com os vidros muito escuros. Ao perceber a presença da polícia, o motorista acelerou em alta velocidade em direção ao bairro Paraíso. Durante a ação, os criminosos estavam armados com uma pistola 9mm, uma Glock .40 e um fuzil, todos apreendidos pelas autoridades. Os militares também encontraram uma quantidade significativa de munição e duas peças de roupa semelhantes às utilizadas pela PM dentro do veículo, que foram encaminhadas para análise da Polícia Civil para verificação de autenticidade.
As investigações continuam e a busca por justiça e segurança na região se intensifica.
