Cartilha da Ouvidoria da Mulher: Uma Nova Ferramenta
No evento intitulado “Mulher nas Eleições”, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) lançou oficialmente a Cartilha da Ouvidoria da Mulher. Este documento é uma importante iniciativa que oferece orientações sobre prevenção, acolhimento e canais de denúncia voltados para a violência política que afeta mulheres. Com esse lançamento, o TRE-RO reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade de gênero e a proteção dos direitos políticos femininos.
Durante o evento, houve um espaço dedicado ao debate sobre a participação das mulheres no cenário político e o enfrentamento da violência de gênero. A programação contou com a presença de magistradas, magistrados, servidoras e servidores, além de colaboradores e convidados especiais.
Na abertura do evento, o presidente do TRE-RO, desembargador Raduan Miguel Filho, ressaltou a necessidade de aumentar a presença feminina nas esferas políticas. Ele comentou que o fortalecimento da participação das mulheres na política é essencial para a construção de eleições mais justas e representativas. “Isso fortalece a cidadania, valoriza a democracia e contribui para eleições mais justas e equilibradas”, afirmou.
Debates e Reflexões Importantes
A mesa de abertura contou ainda com a participação do vice-presidente do TRE e corregedor, Daniel Lagos, e das juízas eleitorais Sandra Maria Correia da Silva, Taís Macedo de Brito Cunha e Letícia Botelho, além da convidada Nathasha Santiago. Esses especialistas trouxeram à tona questões relevantes sobre a luta das mulheres no cenário político brasileiro.
Durante a programação, a juíza Letícia Botelho, que coordena a Ouvidoria da Mulher, discutiu os desafios enfrentados no combate à violência política de gênero. Ela enfatizou a importância de garantir um ambiente seguro para a atuação feminina, destacando que a proteção dos direitos das mulheres é crucial para uma democracia saudável.
Na sequência, a juíza Taís Macedo de Brito Cunha abordou a questão da sub-representação feminina, discutindo a eficácia das cotas de gênero e os obstáculos que ainda persistem para aumentar a presença das mulheres em posições de poder. A juíza Sandra Maria Correia da Silva, por sua vez, alertou sobre as fraudes relacionadas às cotas de gênero, enfatizando o problema das candidaturas fictícias. Ela explicou como a aplicação da Súmula nº 73 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se torna uma ferramenta crucial na luta contra essas irregularidades.
Essa cartilha representa um passo significativo no fortalecimento das políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos das mulheres e, consequentemente, na promoção de um ambiente político mais justo e igualitário.
