Atualização sobre Casos de Mpox no Brasil
O Brasil contabilizou 129 casos de mpox em 2026, conforme informações do Ministério da Saúde atualizadas na quinta-feira (5). Dentre os estados, São Paulo se destaca com 86 confirmações da doença.
O painel de monitoramento da mpox revela a existência de sete casos prováveis, 570 suspeitas e, felizmente, nenhum registro de óbito. A Região Sudeste é a que concentra o maior número de pacientes diagnosticados.
Além de São Paulo, o Rio de Janeiro é o segundo estado com mais confirmações, totalizando 19 casos. Roraima aparece em seguida, com 10, enquanto Minas Gerais registra 7. Outros estados como Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul têm 3 confirmações cada, e Paraná conta com 2. Sergipe, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Ceará e o Distrito Federal têm um caso cada.
Casos Confirmados em Minas Gerais
Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informa que dos sete casos confirmados, cinco estão em Belo Horizonte, um em Contagem e outro em Formiga. Todos os pacientes estão em processo de evolução para cura e são do sexo masculino, com idades entre 30 e 45 anos.
Identificando Sintomas, Transmissão e Tratamento
Os principais sintomas da mpox incluem lesões cutâneas, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. Caso alguém apresente esses sinais, é fundamental buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde e relatar qualquer contato com casos suspeitos ou confirmados.
A transmissão da doença ocorre, principalmente, através do contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Para evitar a infecção, é recomendável evitar o contato com pessoas que apresentem suspeitas ou confirmações da doença. Em situações de cuidado, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e máscaras, é essencial.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem seguir medidas de isolamento até o término do período de transmissão, evitando compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel é igualmente crucial.
Tratamento e Vacinação
O tratamento da mpox consiste principalmente no suporte clínico para o alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, e até o momento, não existe um medicamento específico para a doença.
A estratégia de vacinação prioriza indivíduos com maior risco de desenvolver formas graves da mpox, como pessoas vivendo com HIV/aids e que estão imunossuprimidas, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 abaixo de 200 células nos últimos seis meses. A vacina também é recomendada para profissionais de laboratório que lidam com níveis de biossegurança 2 e para aqueles que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
