Casos confirmados e investigação de óbitos em Minas Gerais
Até 27 de julho, Minas Gerais contabilizou 63.978 casos prováveis de dengue, que são os notificações registradas, excluindo os descartados. Desses, 42.885 foram confirmados. O estado investiga 35 óbitos relacionados à doença, enquanto 41 mortes já foram confirmadas.
Quanto à febre chikungunya, o registro aponta 15.134 casos prováveis, com 13.020 confirmações e quatro óbitos em apuração. Até o momento, são quatro mortes confirmadas pela doença no estado.
Em relação ao vírus Zika, Minas Gerais registrou 36 casos prováveis e 11 confirmados, sem registros de óbitos confirmados ou em investigação até agora.
Características e sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes
A Dengue, primeiro caso identificado no Brasil em 1986, é transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti. A transmissão pode ainda ocorrer de mãe para bebê durante a gestação e por transfusão de sangue. A infecção varia de assintomática a grave, podendo levar à morte. Os sintomas iniciais incluem febre alta (39° a 40ºC) que surge de forma abrupta e dura entre 2 e 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, além de erupções e coceira na pele.
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A Febre Chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os sintomas mais comuns são febre alta de início rápido e dores intensas nas articulações dos pés, mãos, dedos, tornozelos e pulsos. Também podem ocorrer dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Os sintomas surgem entre dois e doze dias após a picada do mosquito, mas cerca de 30% dos infectados não apresentam sintomas.
O vírus Zika foi detectado no Brasil em abril de 2015 e causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Sintomas menos frequentes incluem inchaço corporal, dor de garganta, tosse e vômitos.
Prevenção e papel da população no controle dos mosquitos
É fundamental procurar atendimento médico ao apresentar sintomas dessas doenças. O controle do mosquito Aedes aegypti é responsabilidade principalmente dos municípios. Caso o foco do mosquito não possa ser eliminado pelos moradores, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para realizar o combate.
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A população tem papel decisivo na prevenção, adotando medidas simples para eliminar criadouros do mosquito:
- Manter tonéis e caixas d’água bem tampados.
- Limpar as calhas regularmente.
- Deixar garrafas sempre com a boca para baixo.
- Manter lixeiras tampadas.
- Limpar ralos e aplicar telas de proteção.
- Retirar água acumulada em pratos de vasos, preenchendo-os com areia.
- Limpar os potes de água de animais com escova ou bucha.
- Eliminar água parada em áreas de serviço e atrás de máquinas de lavar.
Essas ações simples são essenciais para reduzir a proliferação do mosquito e prevenir novos casos dessas doenças que têm impacto direto na saúde pública.
Fonte: SES-MG
