Ações emergenciais são planejadas para garantir melhorias na estrutura do hospital
No dia 23 de março, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, realizou uma vistoria no Hospital João XXIII, localizado em Belo Horizonte. Durante a visita, ele teve a oportunidade de dialogar com servidores e representantes da categoria, ressaltando a importância da estrutura física do hospital.
“Assim que assumi meu mandato, meu primeiro ato foi visitar o João XXIII. Sabemos que a mídia tem mostrado a situação crítica do hospital, e, por isso, priorizei a inspeção em áreas como o subsolo, farmácias e pronto-atendimento”, comentou Mateus Simões.
O governador destacou a necessidade urgente de reformas. Em conversa com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela gestão da unidade, ele estabeleceu um prazo de dez dias para a elaboração de um cronograma que apresente as obras necessárias.
Além disso, Simões se reuniu com representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros) e da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg). “Levo comigo nove temas que foram discutidos pelo sindicato e me comprometi a retornar com uma resposta formal do Governo de Minas em até dez dias”, enfatizou o governador.
O compromisso do governo com os servidores e a população foi uma questão central durante a vistoria. O governador também mencionou avanços em outras áreas, como a situação dos servidores de Sete Lagoas que enfrentavam problemas relacionados ao valor do ticket de refeição. “Assumi o compromisso de implementar uma mesa de diálogo para resolver essa questão de forma imediata e também garanti que não haveria mais descontos da alimentação durante as férias”, acrescentou.
Hospital João XXIII: Uma Referência em Atendimento de Emergência
Com 477 leitos e cerca de 2,7 mil profissionais, o Hospital João XXIII é uma das principais referências em atendimento de emergência da América Latina, com 50 anos de história. Reconhecido nacionalmente, o hospital é especialmente renomado pelo atendimento a politraumatizados.
Diariamente, as equipes multidisciplinares atendem um grande número de casos, incluindo motociclistas acidentados, vítimas de atropelamentos, feridos por armas e crianças em situações críticas, como engasgamentos ou fraturas decorrentes de quedas. A maioria dos pacientes chega em estado grave, mas muitos conseguem se recuperar e deixar a unidade com vida.
O hospital realiza mais de 80 mil atendimentos anualmente. Entre os tipos de atendimento mais frequentes, as quedas se destacam, com uma média de 15 atendimentos diários. A maior parte dos casos envolve mulheres com idades entre 51 e 60 anos, o que chama atenção para a necessidade de estratégias de prevenção de acidentes.
