Serviços Essenciais Comprometidos
A escassez de água na região do Barreiro, em Belo Horizonte, tem causado sérios problemas no atendimento a pacientes do Hospital Júlia Kubitschek nesta segunda-feira (30). Funcionários e pacientes que passaram pela unidade confirmaram para a TV Globo que diversos serviços básicos estão sendo impactados.
Segundo relatos, as torneiras, chuveiros, vasos sanitários e bebedouros do hospital estão sem água, o que dificulta a rotina da unidade e compromete as condições de higiene essenciais para o atendimento médico.
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde) alerta que a gravidade da situação é tamanha que a equipe não consegue realizar nem uma simples lavagem das mãos durante os atendimentos aos pacientes. “Pedimos até a transferência de pacientes que estão chegando, porque como se pode atender um paciente, realizar uma cirurgia ou um atendimento de emergência sem a possibilidade de lavar as mãos?”, destacou Neuza Freitas, diretora da entidade.
Em nota oficial, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) esclareceu que o desabastecimento se deve a obras de expansão no Sistema Rio Manso, com previsão de reabastecimento até a noite desta segunda-feira.
Conforme informações da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o Hospital Júlia Kubitschek já adotou medidas de emergência para evitar a falta d’água na unidade, incluindo o uso de caminhões-pipa para suprir a demanda.
Desabastecimento Afeta Grande BH
Além do Barreiro, a falta de água tem impactado diversos bairros de outras regiões da capital mineira. Registros indicam problemas no abastecimento nas áreas de Venda Nova, Oeste e Pampulha. Moradores de cidades da Região Metropolitana, como Contagem, Lagoa Santa, Ribeirão das Neves, São José da Lapa e Vespasiano, também relataram dificuldades relacionadas ao desabastecimento.
A situação é preocupante e gera insegurança entre os moradores, que dependem do abastecimento regular de água potável para suas rotinas diárias. A falta de água em hospitais, especialmente, levanta questões graves sobre a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes.
Enquanto as autoridades se concentram na resolução do problema, a população aguarda ansiosamente por uma solução rápida e eficaz. É fundamental que sejam adotadas práticas que garantam a normalização do abastecimento de água, especialmente em locais onde serviços de saúde estão em jogo.
Com a situação em constante evolução, é essencial que a sociedade permaneça informada sobre as medidas que estão sendo tomadas e o tempo estimado para que o abastecimento volte ao normal.
